A volta do Catarinense! Tradição, história e novas promessas em campo para 2026

A volta do catarinense!

Foto: Alfredão Estádio Santa Catarina

Está começando nesta terça-feira (6) com Chapecoense x Brusque, na Arena Condá, em Chapecó e Santa Catarina x Camboriú, no Alfredo João Krieck, em Rio do Sul, o 102º Campeonato Estadual de Futebol, a principal competição esportiva de Santa Catarina. Iniciado em 1924, quando o Avaí ganhou o seu primeiro título, o nosso estadual só não foi realizado em 1946, quando ao não comparecer para o segundo jogo do Campeonato Brasileiro de Seleções, em Curitiba, a Federação Catarinense de Futebol foi punida pelo recém-instalado STJD, ficando impedida de promover suas competições.

De lá pra cá, o Campeonato Catarinense de Futebol Profissional da Série A, já mudou de nome quatro vezes. Começou como Campeonato Catarinense e assim seguiu até 1985, quando iniciou um rodízio de suas identificações. De 1986 até 2023, virou Campeonato Catarinense da 1ª Divisão, mas em 2004 passou a ser chamado de Série A-1, denominação que teve curta duração. Em 2006 passou foi denominado de Divisão Principal, nome que sustentou até 2013 quando a atual nomenclatura foi oficializada.

E assim, começamos a viver a expectativa de um novo momento para o nosso futebol. Certamente cheio de renovadas esperanças. Que os dirigentes tenham o discernimento para encontrar os melhores caminhos na busca por soluções, cada dia mais escassas, para enfrentar a nossa realidade.

O caminho para a vitória está cada dia mais tortuoso e, consequentemente, perigoso. Logo, todo cuidado é pouco. Neste palco estadual, grandes e pequenos se igualam numa desesperada corrida em busca da glória.

A História.

O Avaí detém o maior número de títulos da competição, com 19 conquistas, seguido pelo seu maior rival, o Figueirense, que já ganhou 18 vezes.

É, preciso, no entanto, registrar que o maior feito do estadual catarinense, pertence ao Joinville E.C. que acolhe em sua história a fantástica marca de um octacampeonato conquistado de 1978 a 1985. Um feito que, certamente ninguém mais conquistará.

Os clubes

Se os meus estatísticos e as minhas estatísticas não falharem, ao longo dos seus 101 anos de disputa, o campeonato catarinense teve 24 campeões, sendo o maior deles o Avaí, com 19 conquistas. O Figueirense, ganhou 18 vezes; o Joinville, 11; Criciúma, 10; Chapecoense, 7; América (Joinville) e Metropol (Criciúma) 5; Caxias (Joinville) 3; Carlos Renaux (Brusque) e Brusque 2; Hercílio Luz (Tubarão) e Olímpico (Blumenau) 2 mais Comerciário (Criciúma); Perdigão (Videira); Internacional (Lages); Paula Ramos, Externato e Catarinense (Florianópolis); Ipiranga (São Francisco do Sul), CIP (Cia. Industrial de Phosphoros), Lauro Muller e Marcílio Dias (Itajaí); Operário (Joinville) e Ferroviário (Tubarão) com um título cada.

As cidades

No futebol catarinense Florianópolis reina absoluta com 40 títulos; Joinville ganhou 20 vezes; Criciúma, 16; Chapecó, sete; Brusque, quatro; Tubarão e Itajaí, três, Blumenau dois títulos. Videira, com o seu Perdigão; São Francisco do Sul, com o Ipiranga e Lages, com o Internacional, também viveram seus momentos de euforia pela conquista de um título estadual no mais popular esporte do planeta.

SAFs em campo

Três dos 12 clubes do catarinense, Figueirense, Camboriú e Brusque, já estão no regimento da Sociedade Anônima do Futebol. Outros estão na fila à espera da oportunidade de seguir o mesmo caminho.

Novidades

A Federação Catarinense de Futebol promete aplicar o seu VAR próprio e de última geração, uma conquista pessoal do presidente Rubens Angelotti, que chega para minimizar os erros que no campeonato passado criaram problemas para a competição. Também o sistema de multibolas, já usado em competições da CBF que visa acelerar a reposição das bolas em jogo. Duas ações acrescentam na disposição de melhorar a competição.

Na parte técnica, o atual estadual garante três vagas na Copa do Brasil, duas no Campeonato Brasileiro da Série D e duas na Copa Sul-Sudeste de 2027. Atrativos não faltam. De resto é com os artistas da bola e que seus coadjuvantes não os atrapalhem.

Sorte pra bola. Que ela não seja maltratada.

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