Alesc reúne instituições e sociedade em seminário contra o feminicídio e anuncia centro de pesquisa em SC

Encontro no Parlamento catarinense reuniu órgãos públicos, movimentos sociais e especialistas para fortalecer ações de prevenção e proteção às mulheres; em 2025, SC registrou 52 feminicídios, 255 tentativas e mais de 31 mil medidas protetivas solicitadas.

Foto: ALESC

A Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) promoveu um seminário voltado ao enfrentamento do feminicídio e da violência contra a mulher, reunindo representantes de instituições públicas, movimentos sociais e especialistas. A pauta é urgente e os números escancaram a gravidade: somente em 2025, Santa Catarina contabilizou 52 feminicídios, além de 255 tentativas desse tipo de crime e mais de 31 mil medidas protetivas solicitadas por mulheres ameaçadas por companheiros ou ex-companheiros.

A programação começou com uma mesa institucional com presença de representantes de diferentes poderes e órgãos — incluindo Executivo federal na agenda de políticas para mulheres, além de Judiciário, Ministério Público, Defensoria e o Legislativo estadual — e terminou com a leitura e assinatura de um compromisso público entre instituições, como forma de reforçar articulação e cobrança por resultados práticos.

No encerramento, foram anunciadas medidas para dar continuidade ao trabalho para além do evento, como a criação de um Centro de Pesquisa de Enfrentamento ao Feminicídio em Santa Catarina, o lançamento de um guia de enfrentamento à violência contra as mulheres e a apresentação da carta política “Vivas e Decididas contra o Feminicídio”, construída coletivamente durante o encontro.

Mais do que discursos, o recado central é direto: feminicídio não é estatística — é falha de proteção, rede fragilizada e reincidência de violência dentro de casa. O desafio, daqui para frente, é transformar compromisso público em ações que funcionem na ponta: prevenção, resposta rápida, acolhimento, fiscalização de medidas protetivas e punição efetiva de agressores.

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