Alesc transforma gastronomia em formação, inclusão e identidade catarinense

om a implantação do restaurante-escola Origens/SC em parceria com o Senac-SC, a Assembleia Legislativa aposta em uma iniciativa que une qualificação profissional, preço acessível e valorização dos sabores que ajudam a contar a história de Santa Catarina.

Foto: Bruno Collaço/Agência ALESC

Santa Catarina já é reconhecida por sua força econômica, por suas paisagens e por sua diversidade cultural. Mas há outro patrimônio igualmente marcante no Estado: a gastronomia. Ela carrega a herança dos imigrantes, o peso das tradições regionais e a identidade de um território que soube transformar cultura em experiência. Agora, esse patrimônio passa a ocupar também um espaço institucional importante, com a implantação do restaurante-escola Origens/SC dentro da Assembleia Legislativa. A iniciativa nasceu de um acordo de cooperação técnica entre a Alesc e o Senac-SC para criar, nas dependências do Parlamento, um ambiente que reúna formação profissional, inclusão social e aproveitamento qualificado do espaço público.

O projeto tem um valor que vai além do serviço de alimentação. Voltado a servidores, parlamentares e visitantes, o restaurante foi concebido para oferecer refeições saudáveis, balanceadas e com preços acessíveis, mas também para funcionar como extensão prática dos cursos do Senac nas áreas de gastronomia e hospitalidade. Na prática, isso significa que os estudantes passam a vivenciar a rotina real da profissão, aliando teoria e prática em uma estrutura montada para simular as exigências do mercado de trabalho.

A relevância institucional da iniciativa está justamente nessa combinação. A Assembleia deixa de ser apenas espaço de debate político e abre lugar para uma ação concreta de formação e aproximação com a sociedade. Ao destacar a parceria, o presidente da Alesc, deputado Julio Garcia, afirmou que o projeto é importante porque, além de oferecer um restaurante de qualidade com preço acessível, cria um espaço de formação para jovens na área da gastronomia e fortalece a aproximação do Parlamento com o cidadão.

O nome Origens/SC também não foi escolhido por acaso. Ele remete diretamente às raízes culturais catarinenses e à proposta de valorizar produtos, receitas e sabores de diferentes regiões do Estado. É uma ideia inteligente, porque reconhece que a cozinha catarinense não é uma só. Ela é formada por influências alemãs, italianas, açorianas, indígenas e de tantas outras matrizes que ajudaram a construir a identidade local. Ao levar isso para dentro da Alesc, o projeto transforma a gastronomia em linguagem de pertencimento e representação. Essa leitura é uma inferência baseada no objetivo declarado do restaurante de valorizar as origens culturais e os sabores regionais de Santa Catarina.

Há ainda um aspecto simbólico importante. Em vez de tratar a gastronomia apenas como consumo, o projeto a coloca no campo da qualificação, da cultura e da oportunidade. Isso dá mais densidade à proposta, porque mostra que políticas e parcerias bem desenhadas podem gerar impacto prático em várias frentes ao mesmo tempo: formam mão de obra, criam experiência de atendimento, ampliam acesso a refeições de qualidade e reforçam a identidade regional.

No fim, o Origens/SC representa mais do que a abertura de um novo espaço dentro da Assembleia. Representa uma escolha de visão. Santa Catarina passa a usar a própria riqueza gastronômica como ferramenta de educação, inclusão e valorização cultural. E isso faz sentido. Um Estado que tem tanta diversidade à mesa também pode transformar essa diversidade em conhecimento, oportunidade e conexão com a sociedade. É exatamente esse o melhor caminho para uma iniciativa pública deixar de ser apenas novidade e se tornar referência.

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