Bahia entra no radar vermelho do lulismo e pode virar problema decisivo em 2026
Depois de ser um dos pilares da vitória de Lula em 2022, a Bahia passa a emitir sinais políticos preocupantes para o PT, com desgaste do governo estadual e um cenário presidencial muito mais apertado do que o campo lulista estava acostumado a ver.

A Bahia sempre foi um dos territórios mais valiosos para Lula e para o PT. Em 2022, no segundo turno presidencial, o petista venceu Jair Bolsonaro no estado com 72,12% dos votos válidos, o equivalente a 6.097.815 votos, contra 27,88% do adversário. Foi uma vantagem massiva, decisiva e simbólica em um dos principais redutos eleitorais do lulismo.
E esse peso continua enorme. O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia informa que o estado terá mais de 11 milhões de eleitores aptos em 2026, o que mantém a Bahia como um dos maiores colégios eleitorais do país e peça central em qualquer estratégia presidencial competitiva.
O problema para Lula é que o ambiente político baiano já não parece tão confortável quanto no passado recente. Na disputa estadual, o governador Jerônimo Rodrigues vem mostrando fragilidade diante de ACM Neto. Pesquisa Séculus de março mostrou o ex-prefeito de Salvador com 48,28% das intenções de voto, contra 31,15% de Jerônimo, uma diferença ampla e politicamente incômoda para o grupo governista.
Além disso, há sinais de desgaste na avaliação do governador. Levantamentos publicados ao longo do último ciclo mostraram a desaprovação de Jerônimo chegando ou superando a faixa dos 50%, o que ajuda a explicar por que o governo estadual já não oferece ao PT o mesmo conforto político de outros momentos.
Na eleição presidencial, o quadro também chama atenção. Segundo a pesquisa Veritá realizada em março com Registro no TSE: BA-02245/2026 e repercutida em veículos que divulgaram seus números, no cenário de segundo turno na Bahia Flávio Bolsonaro aparece com 51,2% e Lula com 48,8%. Caso esse padrão se confirme em novos levantamentos, o impacto político seria enorme: significaria uma perda de milhões de votos em um estado que foi decisivo para a vitória petista em 2022.
É justamente aí que mora o risco maior. A Bahia não é apenas mais um estado no mapa. Ela funciona como reserva estratégica de votos para o lulismo. Se esse colchão eleitoral encolher de forma relevante, o prejuízo não será apenas regional. Será nacional. E poderá pesar muito num cenário em que as pesquisas presidenciais já mostram uma disputa mais apertada entre Lula e Flávio Bolsonaro em várias frentes.
No fim, a situação baiana pode se tornar ainda mais séria do que a do Ceará para o presidente. Porque, se no Ceará o problema está no enfraquecimento de um palanque historicamente aliado, no caso com Ciro Gomes, na Bahia o risco é mexer diretamente num dos maiores reservatórios de votos do PT no Brasil. E, em eleição presidencial apertada, perder densidade onde antes havia larga vantagem pode ser a diferença entre vencer e ser derrotado.
#Bahia #Lula #Eleicoes2026 #PoliticaBrasileira #JerônimoRodrigues #ACMNeto #FlavioBolsonaro #CenarioPolitico #Nordeste #EleicaoPresidencial #PT #UniaoBrasil #PesquisaEleitoral #Hastegs
