Centro-esquerda marca para 16 de abril o lançamento da chapa majoritária em Santa Catarina

O anúncio das pré-candidaturas do bloco formado pela Federação Brasil da Esperança, PSB, PSOL, Rede e PDT deve consolidar em Florianópolis a principal frente de oposição ao campo conservador no Estado e estruturar o palanque de Lula em Santa Catarina.

A próxima quinta-feira, 16 de abril, deve marcar um passo importante na organização do campo de centro-esquerda em Santa Catarina. Está previsto para o Hotel Intercity, em Florianópolis, o anúncio oficial das pré-candidaturas majoritárias do grupo articulado pela Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), junto com PSB, PSOL, Rede e PDT, em evento com coletiva de imprensa e apresentação da nominata.

Salvo mudança de última hora, a composição que será apresentada já está praticamente desenhada nos bastidores. O ex-deputado Gelson Merísio será anunciado como pré-candidato ao governo do Estado, tendo Ângela Albino como vice. Para o Senado, os nomes que formarão a chapa são Décio Lima e Afrânio Boppré.

A montagem da chapa revela uma estratégia política clara: construir em Santa Catarina um palanque mais competitivo para o presidente Lula em um dos estados mais resistentes ao PT e ao campo progressista. A própria articulação vem sendo tratada como tentativa de unificar a centro-esquerda local em torno de uma composição ampla, capaz de dialogar com setores além da base tradicional petista.

A presença de Ângela Albino na vice também tem significado político importante. Sua recente filiação ao PDT foi lida como movimento de reforço direto ao projeto encabeçado por Merísio, ajudando a consolidar a costura entre partidos e lideranças que vinham conversando sobre uma frente mais ampla no Estado.

Do lado do Senado, a escolha de Décio Lima e Afrânio Boppré procura equilibrar densidade política e identidade ideológica. Décio segue como o principal nome do PT em Santa Catarina, enquanto Boppré amplia a presença do PSOL na chapa e reforça a tentativa de unidade entre legendas que historicamente disputam espaços, mas que agora atuam para apresentar uma alternativa conjunta.

No fim, o evento do dia 16 tende a ser mais do que uma simples apresentação de nomes. Ele servirá para medir o grau real de coesão da centro-esquerda catarinense e para mostrar se esse campo político conseguirá, desta vez, entrar em 2026 com discurso, palanque e estratégia mais organizados. Em um estado majoritariamente conservador, isso não garante competitividade imediata, mas é condição básica para que a disputa sequer comece em outro patamar.

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