FIESC coloca produtividade no centro do debate e acerta no foco estratégico da indústria

Ao discutir produtividade, gestão e tecnologias de fronteira no Fórum CEOs, a FIESC escolhe enfrentar um dos temas mais decisivos para a competitividade de Santa Catarina e do Brasil em um momento em que o país volta a debater jornada de trabalho, custo e eficiência.

Imagem gerada por IA

A FIESC está concentrando atenção em um dos temas mais importantes para o presente e, principalmente, para o futuro da economia: produtividade. No Fórum CEO realizado nesta quinta-feira (16), na Academia FIESC de Negócios, em Florianópolis, o debate central foi justamente como elevar a produtividade da indústria por meio de gestão qualificada e do uso de tecnologias de fronteira, aquelas de maior risco de desenvolvimento, mas também de altíssimo potencial de ganho competitivo.

A escolha do tema é acertada porque produtividade não é detalhe técnico. É base de competitividade, de crescimento sustentável e de geração de riqueza. Em um estado como Santa Catarina, com indústria forte, economia diversificada e forte presença exportadora, produzir mais e melhor com inteligência, tecnologia e eficiência deixou de ser apenas vantagem. Tornou-se necessidade estratégica. A própria Academia FIESC de Negócios foi criada com esse propósito de desenvolver lideranças industriais e apoiar a construção de estratégias sólidas e inovadoras para a indústria catarinense.

O Fórum CEO integra a agenda estratégica da Academia e faz parte do programa Membership, estruturado em pilares como fóruns de troca de ideias, imersões e mentorias de aplicação. Isso mostra que a iniciativa não se limita a um evento isolado, mas compõe uma linha de formação executiva voltada a preparar a alta gestão industrial para cenários complexos e decisões de longo prazo.

O tema ganha ainda mais relevância no momento em que o Brasil discute a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1. Nesse debate, a produtividade aparece como um dos poucos caminhos reais para compensar eventuais elevações de custo sem comprometer competitividade, emprego e preço final. Se o país quiser discutir carga horária menor sem sacrificar desempenho econômico, terá de discutir com seriedade gestão, automação, tecnologia e eficiência. É exatamente nesse ponto que a agenda da FIESC se torna ainda mais atual.

Santa Catarina, portanto, acerta ao colocar a produtividade no centro da discussão industrial. Países e regiões que se tornaram referências globais não chegaram lá apenas com boa vontade, mas com método, inovação, liderança qualificada e compromisso permanente com ganho de eficiência. O Brasil ainda tem longo caminho a percorrer nessa direção, e justamente por isso iniciativas como essa merecem destaque.

No fim, ao priorizar produtividade, a FIESC não está apenas debatendo um conceito econômico. Está tratando de um dos poucos caminhos concretos para que Santa Catarina siga crescendo com competitividade e para que o Brasil, algum dia, consiga se aproximar das melhores referências mundiais.

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