Grêmio rescinde com Cuéllar e encerra “novela” cara: 29 jogos, alto custo e saída para a Colômbia no radar

Contratado em janeiro de 2025, o volante colombiano fez apenas 29 partidas pelo Tricolor (28 em 2025 e só 1 em 2026) e teve a rescisão encaminhada nos últimos dias; o acordo prevê pagamento parcelado de valores a receber até o fim do vínculo, e na Colômbia o América de Cali aparece entre os interessado

Foto: Grêmio

Finalmente se encerrou a novela de uma das contratações que mais frustraram o torcedor gremista nos últimos tempos. O Grêmio acertou a rescisão de contrato de Gustavo Cuéllar, contratação que chegou cercada de expectativa em janeiro de 2025 e terminou marcada por uma combinação indigesta: pouca sequência, problemas físicos e um retorno técnico abaixo do que se espera de um atleta desse peso.

Os números são frios — e, por isso mesmo, contundentes. Cuéllar atuou só 29 vezes com a camisa do Grêmio, somando 28 partidas em 2025 e apenas uma em 2026, o que ajuda a explicar por que o “custo-benefício” virou pauta constante nos bastidores e na arquibancada.

Quanto à conta final, o clube não detalhou publicamente valores, mas o que se apurou é que a rescisão envolve o pagamento (parcelado) de valores que o jogador teria direito até o término do contrato, incluindo salários e pendências — um desfecho que, na prática, reforça a sensação de que foi um investimento pesado para um retorno curto.
Pelas contas que circulam no entorno do clube — somando remuneração e o acordo de saída — o desembolso total pode passar de R$ 30 milhões, o que levaria a um retrato ainda mais duro: mais de R$ 1 milhão por partida disputada. Aqui, vale o registro jornalístico correto: trata-se de estimativa de bastidores, não de número oficial publicado pelo Grêmio.

No próximo capítulo, o destino mais provável é o futebol colombiano. O América de Cali vem sendo citado na imprensa do país e em reportagens sobre o mercado como um dos clubes que se movimentam para repatriar o volante, embora negociação e anúncio ainda dependam de ajuste financeiro e confirmação formal.

No fim, fica uma lição que o futebol brasileiro cobra com juros: camisa pesa, torcida pressiona e todo grande clube precisa se reforçar — mas reforço caro que não entrega sequência vira problema esportivo e, principalmente, rombo de planejamento. Para o Grêmio, encerrar o ciclo é também uma tentativa de virar a página e recuperar o foco: gastar melhor, contratar com critério e reduzir apostas “de nome” que não se sustentam dentro de campo.

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