O globalismo está rachando: a direita avança no mundo e muda o jogo geopolítico

Com vitórias eleitorais, crescimento em pesquisas e governos mais conservadores ganhando espaço, a política global entra numa nova fase — e Davos já não dita o rumo como antes.

Imagem gerada por IA

O mundo vive um movimento que poucos imaginavam tão rápido: o projeto globalista, que dominou narrativas políticas e econômicas nas últimas décadas, começa a sofrer fraturas visíveis. E a principal causa tem um nome claro: a ascensão da direita, que avança nas urnas, cresce em pesquisas e ganha protagonismo em regiões estratégicas — especialmente na América do Sul e na Europa.

Na prática, o que se desenha é uma virada de eixo. Na América do Sul, a esquerda, que por muitos anos foi dominante, agora se vê restrita a poucos países. A Argentina já é o símbolo mais evidente dessa guinada com Javier Milei, enquanto governos de perfil conservador também ganharam espaço em países como Paraguai e Equador — e outros países caminham para isso. Em poucos dias a direita assumirá os governos no Chile e na Bolívia. No Peru, por exemplo, o cenário político segue instável, e as eleições já estão marcadas para abril de 2026, em meio a crise social e de segurança.

Mesmo onde a direita ainda não governa, ela cresce como força eleitoral real. O fenômeno é visível na Alemanha, na França e em Portugal, onde partidos de linha conservadora ou nacionalista já não são mais “coadjuvantes”, mas disputam diretamente o centro do poder. E isso tem uma consequência inevitável: o centro político global começa a se deslocar, quebrando a hegemonia cultural e institucional de agendas progressistas que por anos definiram o debate público.

Na Europa, governos mais alinhados à direita já se consolidaram, e o impacto é direto nas políticas migratórias, na pauta de segurança e na defesa da soberania nacional como valor político, caso da Itália e Áustria. O mesmo acontece em várias democracias ocidentais, onde o eleitor médio demonstra um cansaço crescente com discursos prontos, modelos assistencialistas eternos e estruturas estatais que não entregam resultados proporcionais ao custo.

O símbolo máximo desse abalo é o Fórum Econômico Mundial, em Davos, que ainda reúne líderes e empresários, mas já não exerce a mesma influência incontestável de outras épocas. Davos, que se tornou um “selo” ideológico de um tipo de globalização e governança internacional, hoje parece mais contestado do que reverenciado — e isso não é um detalhe: é um sintoma.

Por trás de tudo, existe uma raiz comum. Em muitos países, o eleitor está dizendo algo simples: não quer mais ser governado apenas por narrativas. Quer segurança nas ruas, inflação sob controle, oportunidade real, emprego, estabilidade, serviços públicos que funcionem e menos tutela ideológica. Quer Estado eficiente — não Estado inchado. Quer dignidade — não dependência.

Isso não significa que a direita tenha a fórmula mágica ou que todos os seus projetos serão bem-sucedidos. Mas significa que o mundo mudou e o povo está exigindo outra resposta. A disputa deixou de ser apenas ideológica e virou algo mais profundo: um confronto entre modelos de sociedade. Um que aposta em expansão estatal e centralização de decisões, e outro que defende soberania, liberdade econômica e responsabilização individual.

O globalismo não morreu — mas perdeu o monopólio do futuro. E quando um projeto perde a capacidade de convencer, ele começa a ruir por dentro.

A pergunta agora é inevitável: essa onda continuará crescendo ou estamos diante de um pico momentâneo? O tempo dirá. Mas uma coisa já é fato: a geopolítica entrou num novo ciclo — e o mundo não voltará ao que era.


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