Está começando em todo o país, a competição considerada a mais democrática do Brasil.

Quem despender um pouquinho do seu tempo analisando regulamentos e critérios que balizam os campeonatos nacionais, chegará à fácil conclusão sobre essa tal “democracia esportiva” rotulada na Copa Betano do Brasil, a qual me refiro.

Nela a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) abre a oportunidade para 126 clubes, recorde de participantes desde a sua primeira edição em 1989, quando começou com apenas 32. Em 2026, serão 155 jogos, pois nas primeiras fases as decisões serão em jogo único.

Como toda democracia tem concessões, a Copa do Brasil não é diferente. Regras mais brandas serão aplicadas nos jogos iniciais – como a exigência da capacidade mínima e outras estruturas físicas nos estádios – para que os “democratas” que nela buscam a glória dos resultados e as ricas compensações financeiras, possam usufruir das suas benesses.

Para os catarinenses o começo de tudo será nesta quarta-feira (18) em Rio do Sul quando o Santa Catarina Clube começa sua histórica participação em competições nacionais. Lembremos, pois, alguns fatos que marcarão a presença do nosso futebol na atual chamada democracia do futebol.

Criciúma, campeão

O futebol catarinense já teve a glória da conquista da Copa do Brasil, quando o Criciúma, em 1991 empatou em um gol com o Grêmio, em Porto Alegre e em zero no Heriberto Hülse, em Criciúma. O gol marcado fora de casa, era um dos critérios de desempate, o que beneficiou o time catarinense, treinado por Luiz Felipe Scolari (Felipão).

Figueirense, vice

Em 2007 quem esteve muito perto desta glória, foi o Figueirense, que depois de empatar no Maracanã em 1 a 1, perdeu para o Fluminense, no Orlando Scarpelli (Florianópolis) por um a zero. Foi uma noite de frustração pois não perder no templo maior do futebol nacional, era a chave para vencer em Florianópolis.

Santa Catarina na atual CB

Em 2026, Santa Catarina terá seis representantes na Copa do Brasil. Avaí, campeão estadual; Chapecoense, acesso à série A nacional; Barra (campeão da Série D nacional); Figueirense (campeão da Copa Santa Catarina); Santa Catarina, terceiro colocado no estadual e Joinville contemplado pela ascensão da Chapecoense para a série A nacional, estão na competição.

Os jogos

Na primeira fase o Santa Catarina (Rio do Sul) abre a participação catarinense na atual Copa do Brasil, no estádio municipal Alfredo João Krieck (quarta-feira/18) jogando com o IAPE, do Maranhão. Será a estreia do Santa em competições nacionais.

Na segunda fase (24/02) o Joinville, joga na Arena Joinville, com o CSA, de Alagoas, no dia 03 de março o Figueirense recebe no estádio Orlando Scarpelli (Florianópolis) o Azuriz (Curitiba) e no dia 4 de março, o Avaí, na Ressacada (Florianópolis) joga com o Porto Vitória (Espírito Santo). Todos os jogos serão únicos. Em caso de empate a decisão será na cobrança de pênaltis.

O Barra FC, campeão da Série D do Brasileiro de 2025 entrará na Copa do Brasil na terceira fase e a Chapecoense, por ser clube da Série A nacional, jogará somente a partir da quinta fase.

Quase iguais

Santa Catarina Clube e IAPE (Maranhão) tem recentes campanhas parecidas. Ambos foram terceiros colocados nos estaduais e também representarão seus estados na série D nacional.

Como diferenças, o clube do Maranhão está na final do campeonato maranhense, enquanto o Santa caiu na fase quarta de final do catarinense. Além disso, o Santa vai ter que superar o trauma dos dois últimos jogos, quando foi derrotado por Avaí e Barra, perdendo uma invencibilidade de 32 jogos como mandante.

Exageros

Elevam-se as vozes, grifam-se as palavras, em desfavor ao italiano Carlo Ancelotti, técnico da Seleção Brasileira de Futebol. A razão? Ancelotti ter dedicado algumas horas do seu tempo – como tem feito desde que chegou ao Brasil – para continuar conhecendo a cultura brasileira. Um privilégio, sem dúvida, que qualquer ser humano – especialmente os nascidos em outro país – gostaria de usufruir.

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