Ainda tenho ESPERANÇA….

Entre o desalento e a esperança: um chamado ao Congresso
Jamais perderei a esperança de que possamos evoluir como sociedade e como país — este Brasil miscigenado e rico em recursos naturais.
Acompanho a política brasileira há mais de 50 anos e, com todo respeito aos atuais ocupantes do Congresso Nacional, vivemos um período nebuloso, com sobressaltos quase diários — uma das piores legislaturas de que se tem memória.
A rotina de acompanhar o noticiário e as redes sociais quase leva ao desespero, tamanha a sensação de que faltam soluções sólidas para as próximas gerações. O debate qualificado rareou: o respeito às opiniões contrárias e a busca de saídas por meio de argumentos consistentes simplesmente não existem com a frequência e a seriedade que o país exige.
O que se vê — e os próprios parlamentares fazem questão de divulgar — são comemorações de “blindagens” de investigados, manobras para trancar ações judiciais e esforços para evitar cassações. Ser oposição não é bloquear toda pauta do governo; ser situação não é atropelar a minoria com emendas e cargos.
Política, em essência, é convergência de ideias para atender à maioria da população, com olhar especial aos mais vulneráveis, sem inviabilizar quem empreende e gera riqueza.
O que é urgente (e possível)
- Recuperar o debate público: comissões ativas, audiências de verdade e voto aberto em temas sensíveis.
- Transparência radical: métricas de assiduidade, uso de emendas e impacto fiscal das propostas à vista do eleitor.
- Responsabilidade e diálogo: governo e oposição com pautas mínimas comuns (educação, saúde, segurança, produtividade).
- Integridade institucional: fortalecer regras de conflito de interesses, ética e controle externo.
- Participação cidadã: estimular controle social, educação midiática e plataformas que aproximem o eleitor das decisões.
Estamos distantes do principal, mas não sem saída. Como diz o ditado, “a esperança é a última que morre.”
