Conselho de Paz: a aposta para “virar a página” em Gaza

Plano lançado por Donald Trump prevê governança de transição, força internacional de estabilização e coordenação global para reconstrução; adesões começam, mas há recusas e questionamentos sobre o papel da ONU.

Os Estados Unidos oficializaram a criação de um “Conselho de Paz” voltado à reconstrução e à pacificação definitiva da Faixa de Gaza, em um movimento que recoloca o tema no centro da diplomacia mundial — com um detalhe que explica a repercussão: o conselho nasce sob a presidência do presidente Donald Trump e com uma arquitetura que mistura governança, investimentos, reconstrução e segurança internacional.

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Segundo comunicado da Casa Branca, o projeto integra uma “agenda de 20 pontos” para encerrar o conflito e avançar para uma fase de estabilização, reconstrução e reorganização administrativa. O texto menciona a formação de um comitê para administração de Gaza (NCAG) e descreve o Conselho de Paz como peça-chave para “mobilizar recursos, garantir coordenação e exigir responsabilidade” na transição do território.

Na prática, o que muda é o peso político e operacional: além de um núcleo executivo com nomes de alto impacto ligados à diplomacia e ao financiamento de grandes projetos, o plano também prevê a nomeação de um representante para atuar “no terreno” e a criação de uma Força Internacional de Estabilização para garantir segurança, desmilitarização e logística de ajuda humanitária.

No tabuleiro externo, a iniciativa já aparece com adesões e resistências. Reportagens no exterior apontam que dezenas de países foram convidados e que mais da metade sinalizou participação, enquanto alguns governos indicaram recusa e outros pediram tempo para análise jurídica interna — o que, por si só, mostra que a proposta terá disputa política antes mesmo de produzir resultados concretos.

E aqui entra o ponto central: o que está em jogo não é “quem vence o debate”, mas se, desta vez, a prioridade será uma só — parar a contagem de mortos e devolver o básico a milhões de civis que vivem sob ruínas, medo e colapso de serviços essenciais. Se o Conselho de Paz vai funcionar, o tempo dirá. Mas uma coisa já ficou evidente: quando uma iniciativa internacional nasce com comando, metas e execução, ela mexe com interesses, com narrativas e com estruturas tradicionais de poder — inclusive as que, há anos, fazem reuniões, emitem notas e não conseguem evitar que guerras continuem.

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