Imagem: Gravura por Mauricio Jobim

João da Cruz e Sousa nasceu em 24 de novembro de 1861 em Nossa Senhora do Desterro (atual Florianópolis). Com a alcunha de Cisne Negro, foi um poeta brasileiro e um dos principais representantes do simbolismo no Brasil.

Segundo Antônio Candido, Cruz e Sousa foi o “único escritor eminente de pura raça negra na literatura brasileira, onde são numerosos os mestiços”.

Filho de escravos alforriados, recebeu desde pequeno uma educação refinada do ex-senhor de seus pais, o marechal Guilherme Xavier de Sousa – de quem adotou o nome de família, Sousa.  A esposa de Guilherme Xavier de Sousa, Dona Clarinda Fagundes Xavier de Sousa, não tinha filhos, e passou a proteger e cuidar da educação de João. Aprendeu francês, latim e grego.

Em 1881, dirigiu o jornal Tribuna Popular, no qual combateu a escravidão e o preconceito racial. Em 1885, lançou o primeiro livro, Tropas e Fantasias em parceria com Virgílio Várzea. Já residindo no Rio de Janeiro, em 1893 publicou Missal e em agosto, Broquéis (poesia), dando início ao simbolismo no Brasil.

Casou-se com Gavita Gonçalves com quem teve 4 filhos, todos mortos prematuramente por tuberculose.

Cruz e Sousa faleceu no dia 19 de março de 1898 em Minas Gerais, e assim como seus filhos, foi vencido pela tuberculose. Seus restos mortais estão no Palácio Cruz e Sousa, antiga sede do Governo de Santa Catarina.

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