Da glória à vergonha em semanas: Corinthians sai da Supercopa e “paga mico” no Paulistão 2026

Depois de levantar a Supercopa do Brasil com vitória por 2 a 0 sobre o Flamengo, o Timão entrou em queda livre no estadual: sofreu para passar pela Portuguesa (Série D) nos pênaltis e, na semifinal, caiu diante do Novorizontino por 1 a 0 — desempenho muito aquém do tamanho do clube

Imagem gerada por IA

O Corinthians viveu, em poucas semanas, um contraste que irrita qualquer torcedor: saiu do topo nacional para uma sequência de atuações decepcionantes no Campeonato Paulista. O título da Supercopa do Brasil, conquistado com autoridade sobre o Flamengo por 2 a 0 em Brasília, parecia sinalizar um time pronto para transformar começo de temporada em embalo.

Mas o Paulistão mostrou outra realidade — e ela é dura. Nas quartas de final, o Corinthians não teve competência para resolver no tempo normal contra a Portuguesa, clube que hoje disputa a Série D. O jogo terminou 1 a 1, e o Timão só avançou nos pênaltis por 8 a 7, em uma disputa longa e desgastante, com cara de sufoco para um gigante.

E se a classificação já acendeu alerta, a semifinal virou sentença. O Corinthians foi derrotado pelo Novorizontino por 1 a 0, em jogo único, e deu adeus ao estadual. O gol que colocou o Tigre do Vale na final foi marcado por Mayk, resultado que entra para a lista das eliminações que machucam mais do que a simples derrota: machucam por expor falta de repertório, de agressividade e de capacidade de impor o peso da camisa quando mais importa.

Perder faz parte do futebol. Até tropeçar em mata-mata acontece. O que não combina com o Corinthians — pela história, pelo investimento e pela grandeza — é construir uma sequência em que o time não consegue vencer no tempo normal uma equipe de Série D e depois cai para um clube do interior na semifinal. Isso fortalece o diagnóstico que já circula entre comentaristas e nas arquibancadas: o Corinthians pagou mico no Paulista.

A torcida corintiana é aguerrida, mas não é ingênua. Ela entende processo, reconhece mérito do adversário e aceita revés quando há entrega e futebol. O que ela não compra é a sensação de que o time ficou no “modo Supercopa” apenas por um jogo e, no estadual, voltou a oscilar exatamente onde não podia: na imposição técnica e mental contra times, ao menos neste momento, inferiores no papel.

Agora, a cobrança é inevitável. Porque o Corinthians já provou que pode competir em alto nível — o título sobre o Flamengo está aí para lembrar — e justamente por isso o Paulistão termina com gosto de frustração e uma pergunta incômoda no ar: como um time que foi campeão com autoridade não conseguiu manter o padrão quando o campeonato estadual apertou?

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