De olho no futuro!

Faz tempo que expressiva maioria da crônica esportiva brasileira, vem clamando por mudanças na administração do futebol nacional e, felizmente, elas agora estão acontecendo. Mesmo que ainda longe de reparar os incalculáveis prejuízos que o amadorismo, a insensatez a incompetência e, não raras vezes a má fé, causaram ao futebol que já foi considerado o melhor do mundo, é preciso reconhecer que um novo caminho está sendo traçado.
Para não cometer injustiças, lembro que em meio a mediocridade dos dirigentes que resistiam à algumas boas propostas e intenções de presidentes de clubes e federações, havia alguns personagens que tentaram levantar a bandeira da moralização e do salutar avanço administrativo, mas sucumbiram diante de uma esmagadora maioria que teimava reinar sob seus próprios desmandos. O resultado? A estagnação do crescimento de um esporte que, reconhecido como o melhor do mundo, vinha perdendo espaço para menores centros que aplicavam a modernidade e a razoabilidade administrativa.
O fundo do poço estava tão distante que ninguém imaginava a possibilidade de alcançá-lo para recuperar a sua base e diminuir os seus maléficos efeitos. Atingimos o ponto mais baixo do desespero, sem vislumbrar uma solução mais próxima. Mas tanto quanto se define o futebol, na sua administração surgiu um fato imponderável: um dirigente, que na sua posse, parecia ser mais um improvável, diante de tantos que comandaria. Ledo engano.
O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) Samir Xaud, em pouco tempo de mandato, conseguiu agregar em torno das suas ideias um grupo de dirigentes (federações e clubes), excluindo da sua administração a divisão e acrescentando ao seu trabalho, uma forte e coesa interação administrativa.
Quem tiver qualquer dúvida sobre tudo isso que manifestei, basta analisar pelo menos uma dezena de recentes e salutares medidas aplicadas pela CBF, alterando substancialmente os campeonatos e suas normatizações.
Dirigentes de clubes e federações, antes incrédulos, agora se postam em sinal de respeito e obediências à um novo comandante que, seguramente, tende a devolver ao futebol nacional a posição de liderança mundial.
Como o tempo é o senhor da razão, aguardemos.
Os sem camisas
Alguns clubes – acertadamente – estão proibindo o acesso em seus estádios, de torcedores vestindo camisas que não sejam dos dois times em competição. A medida, que parece antipática, é extremamente importante e necessária. Num estado aonde muitos torcedores vão para o estádio com o pensamento no seu clube de coração – sempre de outros campeonatos – expor a rivalidade é sugerir confrontos. A última decisão por aqui, foi do Santa Catarina Clube, de Rio do Sul, onde os cariocas Flamengo e Vasco, os paulistas Corinthians e Palmeiras e os gaúchos Grêmio e Internacional detém expressiva parcela de simpatizantes. A medida deveria ser ampliada pelos órgãos de imprensa, proibindo seus comunicadores de fazerem apologias aos clubes de fora do Estado. E os clubes pedirem para seus dirigentes não se manifestarem igual. Por fim, produzir camisas a preços compatíveis com a condição econômica dos torcedores.
Pai x Filha
A fase semifinal do Campeonato Catarinense Fort Atacadista, vai marcar interessante disputa entre Pai x Filha, por uma vaga na final da competição. Continuam na luta pelo título Chapecoense, Barra FC, Brusque e Camboriú.
No sábado (14/02), às 16h30min, jogam Brusque e Chapecoense, no Augusto Bauer (Brusque) e no domingo (15/02), às 17 horas, Camboriú x Barra FC, no Orlando Scarpelli, em Florianópolis. No jogo decisivo para a vaga à final, dia 21, às 19 horas, Barra FC e Camboriú voltarão a se enfrentar na Arena Barra, em Itajaí. No dia seguinte, às 18 horas, a Chapecoense receberá o Brusque na Arena Condá, em Chapecó.
A disputa à que se refere o título do texto, será entre Camboriú, time de Camboriú, do prefeito Leonel Pavan contra o Barra, de Balneário Camboriú, cuja prefeita é Juliana Pavan, filha de Leonel
