Enfim, a verdade!

Algumas verdades que, enfim, apareceram no encerramento da primeira fase do Campeonato Catarinense de Futebol. A primeira delas, com inteira justiça, colocou os piores dos seus devidos lugares. Os quatro que vão disputar – merecidamente – o chamado quadrangular da morte, o fazem como “prêmio” pelo que (não) fizeram ao longo da competição. Figueirense, Marcílio Dias, Carlos Renaux e Joinville colheram o que plantaram. No grupo da morte me surpreendeu a presença do Marcílio Dias, sempre um time combativo, com determinação e que, por exemplo, na derrota que teve para Figueirense. Mereceu ganhar. Os demais, sem qualquer ressalva. Estão onde deveriam estar.
A formação do grupo da morte mostra, mais uma vez, que o futebol não tem verdades absolutas. Tradição, passado, idade, torcida, estádio e, acima de tudo, o chamado peso da camisa, não ganham jogo. Podem ajudar, mas quem vence é o time em campo, determinado à vitória e com a necessária qualificação. Qualidades inexistentes, ou que ficaram escondidas até agora.
Enfim, a verdade (2)
O título da coluna, além de justificar a formação do grupo da morte, comprova uma avaliação recente e que vem sendo a tônica no departamento de futebol do Figueirense, soberbamente administrado por quem tem pouco comprometimento com a centenária tradição do clube, 18 vezes campeão estadual. Para tentar se salvar do rebaixamento, o clube contratou o técnico Márcio Zanardi, um paulista de 47 anos, de pouco sucesso por onde passou, mas que conheceu as “qualidades” de quem vai comandar. Quando treinou o São Bernardo (SP) e jogou no Orlando Scarpelli pela Série C, vencendo por 1 a 0, após a partida disse que “o Figueirense é um time covarde”. Não sem razão. Quem viu os jogos no atual campeonato, concorda plenamente.
Coisas boas
Falemos de coisas boas, começando pela recuperação do Barra. O clube de Balneário Camboriú viu seu time ascender ao grupo principal, depois de passar por um susto no começo do campeonato. Seria mais uma do futebol se o time não justificasse o que é o clube: organizado, sólido e com uma existência vitoriosa. Outra agradável surpresa foi a confirmação do nômade Camboriú, um sem-teto, que se vê obrigado a aportar onde lhe é possível. Saiu da sua cidade sede (Camboriú) treina em Imbituba e alugou uma casa em Florianópolis (estádio Orlando Scarpelli) para poder participar do campeonato. E como inquilino honrou o futebol, não permitindo a vitória do locador (Figueirense) que necessitava ganhar para tentar a classificação. Um belo exemplo que o futebol agradece. Por fim, é preciso realçar a classificação do Concórdia que começou como o patinho feio e desbancou favoritos.
A realidade

Os demais classificados, na ordem de pontuação, Santa Catarina, Brusque, Chapecoense, Criciúma e Avaí, fizeram o que deles se esperava. Pode-se dizer que entre os cinco a grande confirmação é a do Santa Catarina. O time de Rio do Sul, com grandes façanhas em 2025, confirma o seu futebol no atual campeonato sendo o líder entre os seus pares. Garantindo sua permanência no estadual de 2027, o Santa agora sonha com projeção nacional na Copa do Brasil que começa a disputar contra o IAPE, do Maranhão e no Brasileiro da Série D.
A “Águia do Vale” quer voos bem mais altos e distantes. O estádio Alfredo João Krieck (Alfredão) já está pequeno para tanto sucesso.
Invencibilidade
Por falar no Santa Catarina Clube é preciso destacar que o time está invicto jogando em seu estádio, o Alfredão, em Rio do Sul. Desde 2022, quando começou a disputar o Catarinense da Série C, foram 32 jogos, sem conhecer derrota. Uma marca significativa que o clube quer ampliar.
