Flamengo dá ultimato e renovação de Filipe Luís trava por salário: decisão sai até domingo
Após avançar em tempo de contrato e multa rescisória, negociação emperra no valor pedido pelo estafe do treinador; presidente dá prazo final e promete buscar novo técnico já na segunda-feira.

O Flamengo vive mais um capítulo daqueles que desgastam o ambiente e testam a paciência do torcedor: a renovação do contrato do técnico Filipe Luís continua sem desfecho e agora virou oficialmente uma queda de braço. Depois de semanas de conversa e de pontos que pareciam resolvidos — como tempo de contrato, cláusulas e rescisão — o acordo travou justamente no que costuma definir qualquer negociação no futebol: o valor mensal do treinador e de sua comissão técnica.
De um lado, o Flamengo afirma que apresentou uma proposta com valorização importante em relação ao contrato atual e dentro daquilo que o clube considera sustentável. Do outro, o estafe de Filipe Luís, representado pelo empresário Jorge Mendes, mantém a pedida na casa dos R$ 3 milhões por mês, cifra que a diretoria rubro-negra entende como “fora da curva”, até mesmo para o padrão financeiro do clube.
O impasse ganhou contornos mais duros neste fim de semana porque o presidente do Flamengo estabeleceu um prazo final: a negociação precisa ser definida até domingo (28). Caso não haja assinatura, o clube promete mudar o foco imediatamente e iniciar a busca por um novo treinador já na segunda-feira (29). A mensagem é clara: ou fecha agora, ou o Flamengo vira a página — e isso, por si só, aumenta a pressão sobre todos os envolvidos.
A diretoria sustenta que não se trata de desvalorização ou de falta de reconhecimento pelo trabalho de Filipe Luís. Pelo contrário. O clube sabe que o treinador virou símbolo de um projeto vencedor e que ganhou relevância enorme no futebol brasileiro. Mas o Flamengo também avalia que aceitar um valor acima do teto interno não seria apenas um contrato alto: seria criar um precedente que pode explodir futuramente dentro do próprio clube, porque mexe com toda a política salarial, fortalece exigências de outros profissionais e abre espaço para um “efeito dominó” no elenco.
Do lado de Filipe Luís, existe uma lógica diferente. Com títulos e protagonismo, ele entende que entrou em outro patamar, e Jorge Mendes não costuma operar com números modestos. O treinador também sabe que o mercado o observa. Mesmo que haja desgaste, uma eventual saída não o deixaria sem opções, já que ele é visto como um nome com projeção nacional e até internacional. Ou seja: há confiança na própria valorização, e isso alimenta a rigidez na negociação.
O cenário, portanto, virou um jogo de nervos. O Flamengo quer reafirmar controle, não quer ser refém e tenta proteger o clube do excesso. Filipe Luís quer ser tratado como treinador de elite, com contrato de elite. A torcida acompanha com ansiedade porque entende que o momento do clube exige estabilidade, mas também sabe que a diretoria não costuma ceder fácil quando se sente pressionada.
Agora, restam poucos dias — na verdade, poucas horas. Se houver acordo, o Flamengo evita turbulência e mantém o comandante que passou a representar uma nova fase. Se não houver, o clube entra em um período de instabilidade com impacto direto em planejamento de temporada, contratações, pré-temporada e até no vestiário. E, no futebol, quando uma “novela” termina mal, o custo quase sempre aparece dentro de campo.
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