Foto falsa e política: até onde vai a irresponsabilidade?

Circula nas redes que o deputado Rogério Correia teria publicado e apagado uma imagem gerada por IA envolvendo Daniel Vorcaro, Bolsonaro e Campos Neto — caso reacende o alerta sobre manipulação e “deepfakes” no debate público.

Foto: Câmara Federal

A política brasileira entrou de vez na era em que uma imagem pode “parecer” prova — e, ainda assim, não passar de uma fabricação. Nas últimas horas, ganhou força nas redes sociais a acusação de que o deputado federal Rogério Correia (PT-MG) teria publicado no X (antigo Twitter) uma foto que colocaria lado a lado Daniel Vorcaro (ligado ao Banco Master), o ex-presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto. O detalhe explosivo: a imagem seria falsa, criada por inteligência artificial, e teria sido apagada após repercussão — mas, como costuma ocorrer, prints continuariam circulando.

O ponto central, porém, vai além de um episódio específico. Quando um representante eleito — de qualquer espectro ideológico — se envolve com conteúdo possivelmente manipulado, o dano é coletivo. Não é “só uma postagem”: é um empurrão a mais na erosão da confiança pública, justamente em um país onde milhões vivem com dificuldades e merecem informação limpa, verificável e honesta.

Há um motivo para esse debate ter virado assunto sério no mundo: ferramentas de IA tornaram barato e rápido produzir “provas visuais” que induzem o cidadão ao erro. No Brasil, a própria Justiça Eleitoral já estabeleceu regras e restrições para o uso de tecnologias de alteração de conteúdo e deepfakes em contexto eleitoral, reconhecendo o risco de manipulação em massa.

No caso envolvendo Vorcaro, o tema ganha ainda mais tração porque o Banco Master e seu entorno já aparecem com frequência no noticiário por investigações, controvérsias e disputas políticas, o que cria um ambiente perfeito para narrativas — e, pior, para fraudes visuais “convenientes”.

Este portal deixa um recado simples: imagem não é sentença. A sociedade tem o direito de criticar, cobrar e fiscalizar — mas precisa fazer isso com base em fatos. Se houve postagem, que se esclareça com transparência. Se a imagem é falsa, que se assuma o erro e se aprenda a lição. O Brasil não pode normalizar a política do “vale tudo” digital, onde a verdade vira detalhe e a indignação vira produto.

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