Pamplona Alimentos — do açougue do Alto Vale à marca que elevou a carne suína catarinense
Série “Gigantes de SC”

No 3 de maio de 1948, no Alto Vale do Itajaí, Lauro e Ana Pamplona deram forma a um pequeno negócio de família que décadas depois se tornaria uma referência da suinocultura nacional. A empresa nasceu com raízes em Agronômica (SC) e, em 1963, sob o nome Açougue Riosulense Ltda., dedicava-se ao abate e à venda de bovinos — um passo de maturidade que precedeu a virada para a carne suína e para a escala industrial. O endereço afetivo permanece: Rio do Sul é, até hoje, o coração da operação.
A força da Pamplona está na cadeia integrada que conecta campo, indústria e gôndola. São duas plantas próprias (Rio do Sul e Presidente Getúlio), uma unidade terceirizada em Chapecó, fábrica de ração em Laurentino, oito granjas próprias e mais de 300 propriedades integradas — um rebanho superior a 555 mil suínos. A malha logística inclui um CD concentrador e nove centros espalhados pelo país. É assim que qualidade, rastreabilidade e regularidade saem do discurso e chegam ao prato.
Com o tempo, a vocação exportadora se impôs. Duas plantas no Alto Vale estão habilitadas para exportar; contêineres saem tanto de Rio do Sul quanto de Presidente Getúlio. Em 2023, a empresa abriu novos mercados como México e Canadá e passou a distribuir para mais de 20 países — um passaporte conquistado com sanidade, processos e constância.
Os últimos anos contam uma história de resiliência e eficiência. Depois de reverter 2022 no vermelho para lucro em 2023, a Pamplona acelerou em 2024: faturou R$ 2,4 bilhões (alta de 8,26%) e alcançou EBITDA de R$ 186,6 milhões — resultado de disciplina financeira e ganho operacional. O número traduz o que a cultura já indicava: foco no essencial, passo firme e visão de longo prazo.
Em maio de 2025, veio o anúncio que projeta o próximo ciclo: R$ 144 milhões para modernizar e ampliar as unidades de Rio do Sul e Presidente Getúlio e a fábrica de ração de Laurentino — investimento para elevar tecnologia, ganhar produtividade e sustentar a competitividade no Brasil e no exterior. É a engenharia por trás de cada etiqueta nas prateleiras.
Mas números não contam tudo. Há pessoas por trás de cada lote — famílias integradas, equipes que cuidam de manejo, biossegurança e bem-estar animal; gente que opera linhas, calibra padrões, dirige carretas e atende o consumidor. É um trabalho silencioso que não costuma virar manchete, mas explica por que a marca “Pamplona” carrega, para tanta gente, a ideia de qualidade que se repete. Em 75 anos, a empresa também modernizou fábricas (com automação, paletização e câmaras robotizadas) e lapidou um portfólio que vai do in natura aos processados e defumados premium — indústria 4.0 com sotaque catarinense.
Linha do tempo — marcos essenciais
• 03/05/1948 — Fundação por Lauro e Ana Pamplona; raízes em Agronômica (SC).
• 1963 — Açougue Riosulense Ltda.: foco no abate e venda de bovinos.
• 2023 — 75 anos e expansão da unidade de Presidente Getúlio (palletização e câmara robotizada; conceito indústria 4.0).
• 2023 — Exportações ganham tração; ingresso em México e Canadá; produtos em 20+ países.
• 2024 — R$ 2,4 bi em faturamento (+8,26%) e EBITDA de R$ 186,6 mi.
• 21/05/2025 — Anunciado investimento de R$ 144 mi para modernização e aumento de capacidade (Rio do Sul, Presidente Getúlio e Laurentino).

Mais do que uma sequência de conquistas, a Pamplona é o retrato do que Santa Catarina sabe fazer quando integra campo, indústria e mercado: construir confiança. Fica o reconhecimento — aos fundadores e às novas lideranças, às famílias integradas e aos times de chão de fábrica — por uma obra que move a economia do Alto Vale e estende sua marca a dezenas de países. Da serralheria de outrora à automação de hoje, a mensagem é a mesma: quando a gente trabalha junto, a qualidade viaja — e volta em forma de oportunidade.
