Gliese 12 b: o planeta “quase Terra” que reacende a esperança de vida fora do Sistema Solar
Exoplaneta do tamanho da Terra/Vênus foi identificado a apenas 40 anos-luz e virou prioridade para o telescópio James Webb na busca por sinais de atmosfera e condições habitáveis.

A ciência acaba de acrescentar mais um nome poderoso à lista de mundos que podem mudar para sempre nossa compreensão sobre o universo — e, principalmente, sobre a possibilidade de vida fora do Sistema Solar. Trata-se do Gliese 12 b, um exoplaneta recém-confirmado, considerado por astrônomos como um dos alvos mais promissores dos próximos anos por ser parecido com a Terra em tamanho e receber uma quantidade de energia semelhante, o que o coloca em um “limite intrigante” entre um planeta habitável e um planeta semelhante a Vênus.
O Gliese 12 b orbita uma estrela anã vermelha chamada Gliese 12, localizada a cerca de 12 parsecs (aproximadamente 40 anos-luz), uma distância considerada pequena em padrões astronômicos. Isso torna o planeta um alvo extremamente valioso, porque quanto mais perto, mais fácil é observar detalhes — como a existência de atmosfera, composição química e sinais de retenção de calor.
O planeta foi descoberto usando dados do satélite TESS, da NASA, e confirmado por estudos independentes publicados em maio de 2024. Ele tem tamanho muito próximo ao da Terra e de Vênus, mas completa uma volta ao redor de sua estrela em apenas 12,76 dias, porque orbita muito mais perto do seu sol do que nós orbitamos o nosso. Mesmo assim, por se tratar de uma estrela bem menor e mais fria que o Sol, a quantidade de calor recebida pode ficar em uma faixa considerada “temperada”, o que abre uma janela real de investigação científica.
O dado mais fascinante é que o Gliese 12 b recebe uma insolação que fica entre a Terra e Vênus, e por isso os cientistas o classificam como um possível “exo-Vênus” com temperatura parecida com a Terra — o que levanta a pergunta central: ele terá uma atmosfera equilibrada como a nossa ou terá um efeito estufa extremo como o planeta vizinho? A resposta, agora, depende diretamente da próxima fase: observação com telescópios de ponta.
E é aqui que entra o grande protagonismo da descoberta: o Gliese 12 b se tornou um dos candidatos mais desejados para ser analisado pelo Telescópio Espacial James Webb (JWST), que consegue detectar — por meio da luz filtrada durante o trânsito do planeta — sinais de gases atmosféricos. Em outras palavras: o Webb pode nos ajudar a saber se o Gliese 12 b tem uma atmosfera capaz de proteger o planeta e permitir a existência de água estável, ou se é um mundo seco e escaldante.
Outro aspecto importante é que a estrela Gliese 12 é considerada relativamente quieta e pouco ativa, o que aumenta as chances de o planeta manter uma atmosfera por mais tempo. Muitas anãs vermelhas são violentas, emitindo erupções que “varrem” as atmosferas dos planetas próximos — e esse fator costuma derrubar o otimismo de muitas descobertas. No caso do Gliese 12 b, a baixa atividade estelar é mais um ponto positivo.
Apesar de todo o entusiasmo, os astrônomos fazem um alerta importante: dizer que ele “pode abrigar vida” não significa que ele seja uma nova Terra. O que está em jogo é que ele tem condições ideais para investigação e pode revelar se planetas rochosos próximos conseguem manter atmosfera e equilíbrio térmico. A descoberta não é a chegada de um mundo habitado — mas é um passo enorme para entender quantos mundos parecidos com o nosso existem e que tipo de destino climático eles têm.
Em resumo: o Gliese 12 b é hoje uma das melhores apostas da humanidade para responder a uma das perguntas mais antigas de todos os tempos — estamos sozinhos?. E, se não estivermos, talvez a primeira pista esteja em um pequeno ponto invisível a olho nu, a apenas 40 anos-luz de distância.
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