Glória ou abismo? O risco que o Flamengo escolheu correr

Gestão é exemplar, elenco é caro, mas decisões equivocadas no Carioca colocam o Rubro-Negro diante de um cenário impensável para sua história.

É impossível discutir o Flamengo dos últimos anos sem reconhecer o nível de competência administrativa que transformou o clube em referência no futebol brasileiro. As conquistas vieram, o caixa se fortaleceu, o elenco se valorizou e a ambição cresceu. Justamente aí mora o perigo: quanto maior o patamar, menor a margem para erros estratégicos.

O Flamengo entrou em 2026 apostando alto. Financeiramente, o clube parece sólido, mas depende — e muito — de premiações esportivas para manter o equilíbrio de um orçamento cada vez mais robusto. O problema não está no dinheiro, mas nas escolhas. E a opção feita para o Campeonato Carioca acendeu um sinal de alerta que ninguém no clube pode ignorar.

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O estadual sempre foi tratado como algo além de um simples torneio regional. Ele carrega tradição, rivalidades históricas e impacto direto na autoestima da torcida. Minimizar o Carioca nunca foi uma escolha segura. Neste ano, o Flamengo fez exatamente isso — e os números são implacáveis. Após três rodadas, o Rubro-Negro ostenta o pior desempenho entre os 12 participantes, um dado que assusta não pelo início irregular, mas pelo risco real que carrega.

Se a reação não vier imediatamente, o clube pode ficar fora das fases decisivas, o que por si só já seria vexatório. Mais grave ainda: o regulamento não perdoa. A possibilidade de rebaixamento, ainda que remota no papel, passa a existir no campo. Para um clube do tamanho do Flamengo, isso seria um trauma histórico, daqueles que deixam marcas profundas.

A torcida já percebeu o tamanho do problema. O clássico contra o Vasco da Gama, nesta quarta-feira (21), deixou de ser apenas mais um jogo. Virou obrigação. Não há discurso, planejamento ou justificativa que sustente outro tropeço. Em clubes gigantes, contexto não entra na história — só o resultado.

O Flamengo vive hoje um dilema clássico do esporte de alto nível: a linha entre a glória e o abismo é extremamente fina. Administrar bem é essencial, mas competir mal cobra um preço alto. O Carioca pode parecer pequeno no calendário, mas pode se transformar em um erro grande demais para ser corrigido depois.

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