Grupo Havan — do balcão de Brusque às megalojas que riscam o mapa do Brasil

Série “Gigantes de SC”

Em 1986, em Brusque (SC), nasceu uma loja de 45 m² com um funcionário e um objetivo simples: vender bem e aprender com o cliente. Era a Havan — nome que junta “Ha”, de Hang, e “Van”, de Vanderlei —, um balcão que com o tempo viraria linguagem de varejo. A matriz cresceu, ganhou sede própria na Rodovia Antônio Heil e uma estética que se tornaria inconfundível, até transformar a marca catarinense em referência nacional.

A expansão começou com o primeiro salto fora de casa: a abertura da filial de Curitiba (PR), uma loja de 2.500 m² que apresentou, em escala, o elenco de categorias que aos poucos levariam a rede ao modelo de “megalojas”. A identidade visual reforçou a promessa: fachada inspirada na Casa Branca e, a partir de 1995, a Estátua da Liberdade em frente às unidades, símbolo da “liberdade de compra” que a empresa escolheu como bandeira. Era marketing com memória — e com endereço catarinense.

O que sustenta vitrine é logística. Em Barra Velha (SC), o Centro de Distribuição Havan consolidou-se como o coração do sistema, com cerca de 200 mil m² de área construída e tecnologia para abastecer a malha nacional. Em 2025, a empresa anunciou R$ 250 milhões para ampliar e modernizar o complexo, num passo que prepara o próximo ciclo de crescimento. É a engenharia por trás do preço competitivo e da gôndola cheia — e mais um capítulo de investimento em Santa Catarina.

Os resultados recentes explicam a posição que a Havan ocupa no setor. Em 2024, a rede registrou faturamento bruto de R$ 16 bilhões (alta de 22% vs. 2023) e lucro líquido de R$ 2,7 bilhões, o melhor da sua história. A performance coroou uma estratégia que combina escala, sortimento amplo e experiência de compra — e que mantém a marca entre as maiores do varejo brasileiro.

No mapa, a presença segue em expansão. No início de 2026, a Havan opera 187 lojas e mira a marca de 200 unidades até 2026 — um crescimento que espalha empregos, impostos e projetos comunitários por praticamente todo o país. A leitura é direta: varejo, quando bem-feito, vira desenvolvimento local.

Mais do que números, há uma cultura que conecta o balcão de 1986 ao gigantismo de hoje: aprender com quem compra, padronizar o que dá certo, corrigir rápido o que não funciona. Em cada inauguração, há equipe treinando, sistema rodando, caminhão chegando; e, atrás de cada fachada branca, gente comum fazendo a engrenagem do varejo girar. É justo reconhecer o percurso — de Brusque para o Brasil — e a capacidade de Santa Catarina de erguer marcas que combinam disciplina industrial e imaginação comercial.

Linha do tempo — marcos essenciais
1986 — Fundação da Havan em Brusque (SC); loja de 45 m².
1989 — Sede própria no endereço atual da Rodovia Antônio Heil (Brusque).
Anos 1990 — Primeira filial, em Curitiba (PR); lojas passam a escalar o formato “megaloja”.
1995 — Primeira Estátua da Liberdade instalada na matriz de Brusque.
2017100ª loja inaugurada em Rio Branco (AC); presença nacional consolidada.
2024Faturamento de R$ 16 bi e lucro de R$ 2,7 bi (recordes).
2025 — Anunciados R$ 250 mi para expansão do CD de Barra Velha (SC).
2026 — Rede com 187 lojas e meta de 200 até o fim do ano.

Quando a gente olha para a Havan, vê mais do que fachadas e estátuas: vê um método que mistura logística, preço, espetáculo e muita execução. De Santa Catarina saiu uma ideia que virou destino de compra para milhões de brasileiros — e que segue riscando o mapa com lojas, empregos e histórias que começam, quase sempre, com a mesma cena: portas abrindo cedo para mais um dia de trabalho.

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