Incêndio atinge Parque Estadual do Acaraí em São Francisco do Sul; fogo é controlado e danos ainda são avaliados
Chamas atingiram área de vegetação no Parque Estadual do Acaraí; fogo foi controlado por bombeiros e brigadistas, mas extensão dos prejuízos ambientais ainda não foi divulgada.

Um grande incêndio atingiu o Parque Estadual do Acaraí, em São Francisco do Sul, no Litoral Norte de Santa Catarina. Informações preliminares apontam que o fogo atingiu área de vegetação nativa dentro da unidade de conservação, exigindo a mobilização de equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina e de brigadistas ambientais. As chamas, segundo os primeiros relatos, já foram controladas, mas a extensão dos danos ainda não foi informada oficialmente pelas autoridades ambientais.
O Parque Estadual do Acaraí é uma das mais importantes áreas protegidas do estado. Criado em 2005, o parque abriga cerca de 6.600 hectares de restinga, dunas, manguezais, lagoas costeiras e trechos de Mata Atlântica, sendo considerado um símbolo da preservação ambiental catarinense e um dos últimos grandes remanescentes de restinga preservada no Litoral Norte.

Nos últimos anos, o Acaraí passou por avanços importantes, como a regularização fundiária de áreas internas, que ampliou a proteção de aproximadamente 240 hectares por meio de desapropriação e indenização de propriedades privadas dentro dos limites do parque. Esse esforço reforça a importância da unidade não apenas para São Francisco do Sul, mas para toda Santa Catarina, tanto pela biodiversidade quanto pelos serviços ambientais prestados, como proteção de nascentes, controle de erosão e equilíbrio climático local.
Incêndios florestais em áreas de restinga e mata de encosta têm se tornado preocupação crescente em Santa Catarina, especialmente em períodos de tempo seco, altas temperaturas e ventos fortes, que facilitam a propagação do fogo. Em maio de 2025, por exemplo, um incêndio de grandes proporções já havia atingido vegetação nativa no próprio Parque do Acaraí, próximo ao Loteamento Maresias, exigindo horas de trabalho de bombeiros e brigadistas para conter as chamas.
Além da perda de cobertura vegetal, incêndios em unidades de conservação provocam um impacto severo sobre a fauna silvestre: animais morrem queimados, sofrem com a fumaça, perdem abrigo e alimento e são forçados a se deslocar para áreas urbanas ou estradas, aumentando o risco de atropelamentos e conflitos. Estudos sobre incêndios em parques brasileiros apontam que os efeitos podem se prolongar por anos, com alteração da estrutura da vegetação, empobrecimento do solo e maior vulnerabilidade a novos focos de fogo.
Assim que a situação estiver totalmente estabilizada, o Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) deverá realizar vistorias em campo para mapear a área atingida, estimar a quantidade de hectares queimados, identificar possíveis focos de reignição e definir medidas de recuperação, como controle de espécies invasoras, monitoramento da regeneração natural e, se necessário, ações de restauração ativa.
Enquanto os laudos oficiais não são divulgados, fica o alerta reforçado para a população:
– fogo em área de mata é crime ambiental, salvo em situações específicas autorizadas;
– bitucas de cigarro, fogueiras improvisadas, queima de lixo, soltura de balões e uso irresponsável de fogo próximo a áreas naturais são condutas que podem desencadear tragédias como a registrada no Acaraí;
– em qualquer suspeita de incêndio florestal, a orientação é acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros (193) e a Defesa Civil.
O Parque Estadual do Acaraí é um patrimônio de todos os catarinenses. Proteger essa área significa preservar não apenas a fauna e a flora, mas também a qualidade de vida e o futuro ambiental de São Francisco do Sul e de todo o litoral de Santa Catarina.
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