O regime mata para sobreviver
Jovem iraniano pode ser executado dias após prisão, em mais um episódio de repressão extrema contra o próprio povo

O Irã volta a chocar o mundo com mais um episódio que escancara a face brutal do regime dos aiatolás. Apenas seis dias após ser preso por participar de protestos contra o governo, o jovem Erfan Soltani, de 26 anos, deverá ser executado nesta quarta-feira (14), segundo informações divulgadas por organizações de direitos humanos e veículos internacionais.
A velocidade do processo — se é que pode ser chamado assim — evidencia a inexistência de qualquer garantia legal, direito à ampla defesa ou julgamento justo. Trata-se, na prática, de uma execução sumária travestida de decisão judicial, instrumento usado pelo regime para espalhar medo e tentar conter uma população que já não aceita mais viver sob repressão, censura e miséria.
O caso de Erfan Soltani não é isolado. Nas últimas semanas, o Irã tem intensificado a violência estatal contra manifestantes, com centenas de mortos, milhares de presos e denúncias recorrentes de tortura, desaparecimentos forçados e julgamentos relâmpago. O regime governa pela força, não pelo consentimento, e transforma o sistema judicial em arma política.
Executar jovens por protestarem não é aplicação da lei. É terrorismo de Estado. É a confirmação de que o poder se sustenta apenas pela eliminação física de opositores. Quando um governo precisa matar seu próprio povo para permanecer de pé, ele já perdeu qualquer legitimidade moral, política ou histórica.
Enquanto o mundo observa, o Irã envia uma mensagem clara à sua população: questionar o regime pode custar a vida. Ainda assim, os protestos continuam, sinal de que o medo já não é suficiente para silenciar um povo exausto de décadas de autoritarismo.
A história mostra que regimes que governam pelo sangue não caem por pressão externa, mas pelo colapso interno de sua própria violência. Cada execução não fortalece o poder — acelera o seu fim.
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