Jaraguá mostra o caminho
Enquanto Santa Catarina ainda patina no saneamento básico, uma cidade prova que é possível fazer diferente — e melhor.
Santa Catarina é, com justiça, reconhecida como um dos estados mais organizados e desenvolvidos do Brasil. Bons indicadores sociais, economia forte e qualidade de vida acima da média nacional reforçam essa imagem positiva. Mas nem tudo são flores. Quando o assunto é saneamento básico, o estado ainda convive com um atraso difícil de explicar — e de aceitar.
Os dados mais recentes mostram que Santa Catarina atende apenas 34% da população com coleta de esgoto, embora tenha 89,6% de abastecimento de água potável. Em pleno século XXI, esses números expõem uma fragilidade estrutural que impacta diretamente saúde pública, meio ambiente e desenvolvimento urbano.

Felizmente, dentro do próprio estado existe um exemplo concreto de que é possível fazer diferente. Jaraguá do Sul se tornou referência em saneamento básico e deveria servir de parâmetro para todos os municípios catarinenses. A cidade já atende 90,1% da população com coleta de esgoto e 97,7% com abastecimento de água potável, índices próximos da universalização.
O mérito não é obra do acaso. Jaraguá do Sul colheu os frutos de planejamento de longo prazo, investimentos contínuos, gestão técnica e entendimento de que saneamento não é gasto — é investimento em saúde, dignidade e desenvolvimento. Menos esgoto a céu aberto significa menos doenças, menos pressão sobre o sistema de saúde e mais qualidade de vida para a população.
Além disso, cidades com saneamento avançado se tornam mais atrativas para empresas, turismo e novos moradores. O retorno econômico e social supera, com folga, o custo das obras e da manutenção. Jaraguá entendeu isso antes de muitos.
O desafio agora é transformar esse exemplo em política pública estadual. Santa Catarina tem capacidade técnica, arrecadação e capital humano para avançar muito mais rápido. Falta, em muitos casos, decisão política, prioridade e coragem para enfrentar um problema que costuma ficar escondido debaixo do tapete.
Se uma cidade conseguiu, outras também podem. Que Jaraguá do Sul não seja exceção, mas referência. O saneamento básico é um direito, não um privilégio.
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