Mário Quintana

Mário de Miranda Quintana, foi um um poeta, tradutor e jornalista brasileiro; nascido no dia 30 de julho de 1906 em Alegrete/RS.
Mário Quintana como era conhecido, mudou-se muito cedo para Porto Alegre, para estudar no Colégio Militar, onde publicou suas primeiras obras. Com um estilo marcado pela ironia, pela profundidade e pela perfeição técnica, era considerado o “poeta das coisas simples”. Ele trabalhou como jornalista quase toda a sua vida e traduziu mais de 100 obras da literatura universal.
Durante quase 25 anos , Mário Quintana trabalhou como colunista do jornal Correio do Povo, onde escrevia uma página sobre cultura nas edições de sábado. Em 1940, ele lançou o seu primeiro livro de poesias, A Rosa dos Cataventos e em 1966 foi publicada a sua Antologia poética, com 60 poemas, para comemorar seus 60 anos de idade.
Em 1976, ao completar 70 anos, recebeu a medalha Negrinho do Pastoreio do governo do estado do Rio Grande do Sul e em 1980 recebeu o prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto de sua obra.
Na sua extensa produção literária, constam a publicação de mais de 30 livros, que lhe permitiu por 3 vezes se candidatar a uma cadeira na Academia Brasileira de Letras, mas em nenhuma delas ele conseguiu os 20 votos necessários para sua eleição. Vários poetas e escritores insistiram que ele concorresse pela quarta vez, afiançando que ele seria eleito por unanimidade, mas o poeta recusou.
Ele proferiu a seguinte declaração para sua recusa: “Só atrapalha a criatividade. O camarada lá vive sob pressões para dar voto, discurso para celebridades. É uma pena que a casa fundada por Machado de Assis esteja hoje tão politizada. Só dá ministro”.
O poeta morou grande parte de sua vida em hotéis, sendo que por 12 anos morou no Hotel Majestic, onde atualmente é a Casa de Cultura Mário Quintana.
Quintana nos deixou no dia 5 de maio de 1994, aos 87 anos. Partiu, mas esta imortalizado através de sua obra e talento.
