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Quando o certo da errado.

Não tenho dúvidas sobre as intenções do presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Samir Xaud na aplicação de fortes mudanças no futebol brasileiro, a começar pelo seu calendário. Mesmo com pouco tempo de administração, Samir Xaud já soma ações que, com o passar do tempo, certamente vão encaminhar a recuperação brasileira perante o mundo do futebol.

Mas há algumas medidas que, pelas características próprias da nossa realidade nacional, deveriam ter uma implementação gradativa. A antecipação e a consequente diminuição dos calendários estaduais, é uma delas.

O Campeonato Catarinense de Futebol, que sempre foi uma atração e com nível técnico apurado, parece ter sido atingido por esse imediatismo. E quem está acompanhando os jogos, concorda com isso. Os clubes não tiveram tempo de montar suas grupos, muito menos de preparar seus times. E o que foi apresentado nas três primeiras rodadas, com seus 18 jogos, é um bom exemplo. Já chegamos na metade da primeira fase sem nenhum jogo que possa ser considerado como num padrão técnico elevado. A maioria dos times está se arrastando em campo.

Reconheço que ações externas, como as competições internacionais, exigiram a mudança radical, mas que para Santa Catarina foi prejudicial, disso não tenho dúvidas.

Números

Tem gente que gosta da estatística, os números da competição, pois eles não mentem. Então vou lembrar que nenhum clube fez 100 por cento de aproveitamento até agora. Camboriú, Brusque e Avaí, no grupo A e o Figueirense, no B, foram os que mais venceram: duas vezes. Dos quatro, só o Avaí não é SAF.

O Santa Catarina foi quem mais empatou: duas vezes. Quem mais perdeu foi o Carlos Renaux: os três jogos. O “vovô” é o único time que ainda não ganhou ponto.

Camboriú e Figueirense, têm os melhores ataques, com cinco gols, enquanto Figueirense e Chapecoense têm as piores defesas: sofreram quatro gols.

No campo da disciplina, Camboriú e Santa Catarina já tiveram duas expulsões, enquanto Brusque e Chapecoense lideram nos cartões amarelos, com 10 cada um, enquanto a melhor performance é do Carlos Renaux, com apenas quatro advertências.

As Surpresas

A positiva, o Camboriú (7 pontos) jogando sempre bem e vencendo o clássico contra o seu rival Barra, que é de Balneário Camboriú.

As negativas, Chapecoense, Criciúma e Barra, instáveis e preocupantes.

Calma, gente!

A heroica vitória (1×0) sobre o Marcílio Dias, em Itajaí com dois jogadores a menos (Bruninho, expulso aos 30 do primeiro e Clebinho, aos 25 do segundo) fez o Santa Catarina – que não foi bem nas duas primeiras partidas – retomar o futebol da temporada passada. O que precisa frear é a revolta fomentada contra as arbitragens.

Muita calma, nessa hora.

Festa no Oeste

A Chapecoense está com os dois olhos bem abertos. Um na necessária recuperação no campeonato estadual e o outro na estreia no Brasileiro da Série A (dia 28 às 20:00) pois o adversário será nada mais nada menos que o Santos. Mesmo que ainda não tenha Neymar, o “peixe” é uma atração para ampliar a história do clube e de Chapecó.

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