O mundo está mudando de eixo
O globalismo perde força, a direita avança e a América do Sul se transforma no laboratório político mais dinâmico do planeta.

Analistas políticos de diferentes correntes já não tratam o tema como hipótese: o mundo vive um reordenamento ideológico em curso. O chamado globalismo, que por décadas orientou políticas econômicas, institucionais e culturais em boa parte do Ocidente, apresenta sinais claros de esgotamento. Mas há um ponto central que diferencia este novo momento de experiências passadas: a mudança só se sustenta quando nasce de processos transparentes, eleições legítimas e respeito absoluto à vontade popular.
Na Europa, esse movimento já é visível. Partidos conservadores e de direita voltaram a ocupar espaço relevante em parlamentos e governos, impulsionados pelo cansaço social com burocracias supranacionais, crises migratórias mal geridas e modelos econômicos que ampliaram desigualdades sem gerar crescimento sustentável. Ainda assim, o ritmo europeu é gradual, contido por sistemas políticos mais rígidos e coalizões complexas.
É na América do Sul, porém, que a transformação ocorre de forma mais rápida e consistente. O continente, historicamente marcado por ciclos de populismo, estatismo e dependência externa, começa a experimentar uma guinada ideológica clara. Argentina, Bolívia e Chile elegeram recentemente presidentes alinhados a princípios conservadores, defesa do livre mercado, redução do Estado e valorização das liberdades individuais. Em comum, todos chegaram ao poder pelo voto, como resposta direta ao desgaste profundo de modelos intervencionistas e gestões mal avaliadas.
O caso argentino é emblemático: após décadas de crise crônica, inflação descontrolada e empobrecimento da população, a sociedade optou por uma ruptura clara com o sistema anterior. Bolívia e Chile, cada um a seu modo, seguiram o mesmo caminho, refletindo uma fadiga regional com promessas assistencialistas que criaram dependência, mas não prosperidade.
O próximo teste desse movimento pode acontecer na Colômbia. As eleições previstas para maio surgem em um cenário de forte rejeição ao governo de Gustavo Petro, cuja gestão acumula críticas pela condução econômica, instabilidade institucional e frustração das expectativas criadas. Pesquisas e análises políticas indicam que o eleitor colombiano tende a buscar uma alternativa fora do campo ideológico atualmente no poder, aprofundando a tendência continental.
Ainda assim, o ponto decisivo não é apenas a vitória eleitoral da direita ou de governos conservadores. O verdadeiro desafio começa depois. Se esses novos mandatários conseguirem entregar crescimento econômico, estabilidade institucional, redução real da pobreza e ampliação de oportunidades, a América do Sul poderá se consolidar como um exemplo global de transição democrática bem-sucedida. Caso contrário, o movimento corre o risco de ser apenas mais um ciclo histórico.
O mundo observa. E, desta vez, o olhar está voltado para o Sul. Não como periferia ideológica, mas como possível referência de um novo equilíbrio entre Estado, mercado e sociedade. O fim do globalismo, ao que tudo indica, não será imposto — será votado.
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