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Não é fácil ser dirigente. Em alguns setores, como o futebol, onde qualquer deslize pode ser uma tragédia, pior ainda. Posso fazer algumas afirmações por experiência própria. Nunca tive o dissabor de integrar este grupo, mas sim de testemunhar de perto, as agruras que o atingem.

Nos clubes, onde a exigência é maior, a qualificação – que pouco existe – é uma urgente necessidade. Hoje, ser dirigente de clube é “matar ou morrer”. E o grupo de “mortos” é assustadoramente grande. Não são poucos os clubes, alguns até históricos, que estão à beira da falência administrativa ou moral. Exemplos? O futebol brasileiro – o catarinense incluso – está repleto deles. Exceção de cidades onde os governos municipais – de forma perigosa e ameaçadora aos princípios constitucionais – resolvem bancar despesas sem usufruir de dividendos, quem tiver que arcar com a totalidade da desesperadora planilha financeira, vai do céu ao inferno como que num passe de mágica.

Acrescente-se ao preparo desse prato, as vaidades, os interesses pessoais e, as vezes escusos, de pessoas que se aproveitam da popularidade que um resultado positivo oferece para alcançar objetivos nem sempre legítimos.

Mas esta corrente tende a demorar muito para se desfazer. O passado ainda tem uma forte interferência na absorção desse fundamento, o que representa que o futuro está longe.

Injustiças

Na disputa ônus x bônus, muitas injustiças. Dois segmentos, as entidades de administração e as arbitragens, acabam como as maiores vítimas desse processo. Quando o time fracassa, quase sempre por culpa da mediocridade dos seus protagonistas – os atletas – há que se buscar culpados para justificar. E, não raras vezes, são usados meios nada recomendáveis para alcançar estes objetivos. Um exemplo? Meios de comunicação com interesses comerciais – muitas vezes patrocinados pelos interessados – que por desconhecimento técnico transferem culpas e atingem inocentes.

Mudanças

Depois da histórica vitória (2×0) sobre o IAPE (MA) levando o clube para a segunda fase da Copa Betano do Brasil, o Santa Catarina (Rio do Sul) viveu momentos de apreensão. Afinal a CBF continuaria a aceitar o estádio municipal Alfredo João Krieck contrariando o seu REC da competição, que exige capacidade para 4 mil torcedores sentados? A solução foi enviar um laudo da Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros, chancelando a capacidade de público exigida para aquele espaço municipal. Como rio-sulense, torço que o jogo com o Cuiabá (quarta-feira, dia 04/03) alcance o objetivo dos quatro mil pagantes. Diferente da primeira partida onde compareceram apenas 1.949. Outra vitória administrativa foi a aceitação da CBF em alterar das 16 para às 20h o horário da referida partida. Jogar numa quarta-feira no meio da tarde seria um castigo para os atletas e, mais forte ainda, para a torcida do Alto Vale. Afinal, lá se trabalha.

Irresponsabilidades

Na derrota do Figueirense para o Marcílio Dias (1×0) no quadrangular da morte, em pleno Orlando Scarpelli (Florianópolis), pior do que a incompetência de Dudu, que errou a penalidade em favor do Figueirense, foi a irresponsabilidade do jogador Breno (Breno Washington Rodrigues da Silva) que aos 35 minutos do primeiro tempo conseguiu provocar o segundo cartão amarelo e ser merecidamente expulso.

Seria inveja?

Só porque em Santa Catarina vamos ter a disputa do estadual por dois clubes do interior (Chapecoense e Barra) os vizinhos do Norte (Paraná) também optaram por excluir suas maiores forças da decisão. Entre Operário (Ponta Grossa) x Londrina, vamos saber quem será o campeão paranaense. Há, evidentemente, algumas diferenças nessa inveja. Lá caíram dois gigantes (Athletico e Coritiba) aqui assumiram nossos atuais gigantes: A Chapecoense como nossa única representante na Série A nacional e o Barra FC (Balneário Camboriú) como o clube mais sólido e que mais cresce atualmente no futebol catarinense.

Tanto lá como cá, a grande final é merecida.

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