O risco zero de Jorginho
Reeleição bem encaminhada, Senado sensível e um xadrez político que exige precisão milimétrica em Santa Catarina.

O governador Jorginho Mello chega ao momento mais delicado — e estratégico — do seu projeto político. Com alta aprovação e um governo bem avaliado, a reeleição aparece como um caminho natural. Justamente por isso, o desafio agora não é avançar, mas evitar erros. Em política, quem está na frente perde mais do que ganha quando erra o cálculo.
O ponto mais sensível desse xadrez está na definição das duas vagas ao Senado. Qualquer movimento mal calibrado pode gerar desgaste junto ao eleitorado catarinense, tanto o mais moderado quanto o mais ideológico. Neste cenário, a margem para improvisos é praticamente nula.
A leitura que se impõe é a de uma chapa pura. De um lado, é impensável abrir mão de uma aliada com a força política da deputada Carol de Toni. Do outro, há um compromisso público e simbólico com o ex-presidente Jair Bolsonaro, que passa pelo apoio ao nome de seu filho, Carlos Bolsonaro. O eleitorado bolsonarista dificilmente aceitaria qualquer composição diferente dessa.
O desafio, portanto, não está apenas no Senado, mas no entorno da coligação. Como acomodar projetos tradicionais e partidos relevantes, como o do senador Esperidião Amin, que naturalmente buscaria a reeleição, e como abrir espaço para forças como o MDB? A política oferece alternativas: a vice-governadoria, o comando da Assembleia Legislativa e outros postos estratégicos costumam ser moedas legítimas de composição.
É nesse campo que Jorginho Mello precisará mostrar, mais uma vez, habilidade e sangue frio. Tudo indica que o caminho será encontrado. Mas uma coisa parece clara: a equação do Senado já está praticamente escrita, com Carol de Toni e Carlos Bolsonaro como a dupla inevitável.
Quanto ao PSD nacional, a tendência é de que não integre o núcleo inicial do projeto estadual. O governador joga com o relógio, com os números e, principalmente, com as expectativas de um eleitorado atento. Quando se lidera, errar custa caro.
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