Os números não mentem

Com crescimento, superávit e queda histórica da pobreza, Javier Milei muda o rumo da Argentina em apenas dois anos.

Imagem gerada por IA

Já é cada vez mais comum ouvir nas ruas argentinas, nas redes sociais e até em análises internacionais uma afirmação que até pouco tempo parecia impensável: Javier Milei pode ser o melhor presidente da história recente da Argentina. A frase não nasce apenas da empolgação política de seus apoiadores. Ela encontra sustentação nos números oficiais divulgados nesta semana, referentes ao desempenho econômico de 2025.

Depois de décadas marcadas por inflação crônica, déficits permanentes, intervencionismo excessivo e empobrecimento contínuo da população, a Argentina apresenta sinais claros de virada estrutural. O PIB cresceu acima de 5%, resultado expressivo para um país que vinha de sucessivas recessões. O superávit primário chegou perto de 3%, enquanto o superávit fiscal ficou em 0,3%, algo praticamente inédito na história recente do país.

O dado que mais chama atenção, no entanto, está no controle da inflação. Em 2023, o índice superava 210% ao ano, corroendo salários e destruindo a capacidade de planejamento das famílias. Em 2025, a inflação caiu para 31%, ainda elevada, mas em trajetória clara de desaceleração, devolvendo previsibilidade à economia e confiança ao mercado.

Os reflexos sociais também começam a aparecer de forma concreta. O índice de pobreza caiu de 52% para 31%, uma redução dramática em apenas dois anos. A indigência, que representa a extrema pobreza, despencou de 11,9% para 5,4%, indicando que milhões de argentinos deixaram a condição de sobrevivência absoluta.

Parte central dessa transformação está na agenda liberal adotada por Milei. A forte desregulamentação da economia, a eliminação de entraves burocráticos, o fim de subsídios distorcivos e a redução de impostos criaram um ambiente mais favorável para empresários, empreendedores e investidores. A lógica foi simples e direta: menos Estado sufocando, mais iniciativa privada produzindo.

Outro fator frequentemente citado pelos argentinos é a mudança de mentalidade. O discurso do mérito, da responsabilidade fiscal e do combate ao populismo assistencialista encontrou eco em uma sociedade exausta de promessas vazias. O resultado é uma Argentina que volta a planejar, investir e consumir — algo perceptível, inclusive, fora do país.

Em Santa Catarina, por exemplo, a recuperação argentina já é visível. Depois de anos praticamente ausentes, os turistas argentinos retornaram em massa neste verão. O “portunhol” voltou a ecoar no litoral catarinense, funcionando como uma prova empírica de que o poder de compra e a confiança dos hermanos estão sendo reconstruídos.

Se Javier Milei conseguir manter essa trajetória e, eventualmente, permanecer no poder até 2031, a Argentina poderá consolidar uma transformação histórica. Não apenas econômica, mas cultural e institucional. Uma nova Argentina começa a se desenhar — mais previsível, mais produtiva e menos refém de crises fabricadas pelo próprio Estado.

Os números são claros. O tempo dirá se o caminho será sustentado. Mas, por ora, a virada é real.

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