Imagem: Senado/Nações Unidas

Nascido em Alegrete/RS no dia 15 de fevereiro de 1894, este advogado, político e diplomata brasileiro, foi registrado como Osvaldo Euclides de Sousa Aranha. Com uma extensa trajetória na vida publica, foi Ministro da Fazenda em duas ocasiões; foi Ministro da Justiça e, também, Ministro das Relações Exteriores, cargos que ocupou durante a gestão Getúlio Vargas.

Em 1934 foi nomeado embaixador em Washington, cargo que se demitiu em 1937 por não aceitar os caminhos que o Brasil traçara com a declaração do Estado Novo.

Osvaldo Aranha foi fundamental no processo de alinhamento do Brasil com as forças aliadas lideradas pelos Estados Unidos durante a 2ª guerra mundial, em oposição aos chefes militares – liderados pelo Ministro da Guerra Eurico Gaspar Dutra – que eram partidários de uma aproximação com a Alemanha.

Em 1947, como chefe da delegação brasileira na recém-criada Organização das Nações Unidas (ONU); presidiu a II Assembleia Geral da ONU que votou o Plano para a partição da Palestina, que culminou na criação do Estado de Israel, fato que rendeu a ele eternas gratidões dos judeus e sionistas por sua atuação. Em várias cidades de Israel, existem ruas e praças com seu nome, como reconhecimento a sua atuação. Realmente este foi o ápice de sua carreira política, sendo inclusive indicado para o Prêmio Nobel da Paz em 1948.

Já no governo Juscelino Kubitschek, retorna à ONU, à frente da delegação brasileira, fechando assim a sua carreira política.

Osvaldo Aranha, faleceu no dia 27 de janeiro de 1960, e seu enterro foi acompanhado por milhares de pessoas, entre elas o então Presidente Juscelino Kubitschek.

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