Impeachment de Moraes vira “circo político” no caso Banco Master — e quem paga a conta é o contribuinte
Oposição articula novo pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, mas o rito depende do Senado — e Alcolumbre já avisou que não pretende pautar. Enquanto isso, Brasília segue transformando política em espetáculo.

O Brasil segue firme no roteiro do “faz de conta político”: muito barulho, pouco efeito prático e uma conta cada vez mais pesada para quem trabalha e paga impostos. A oposição na Câmara Federal promete se reunir em Brasília na próxima semana para formalizar um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes (STF), desta vez usando como pano de fundo o caso envolvendo o Banco Master.
O fato é que pedidos de impeachment contra ministros do Supremo podem ser apresentados por parlamentares — ou por qualquer cidadão. Isso mesmo: o peso político é grande, mas o instrumento, em si, não é exclusivo do Congresso. A diferença é que, quando a iniciativa parte de deputados em bloco, vira ato público, vira vídeo, vira performance, vira manchete. O resultado é quase sempre o mesmo: um enorme teatro, com pouca chance de produzir qualquer consequência concreta.
E por quê? Porque o impeachment de ministro do STF só tramita no Senado Federal, que é a única instituição legalmente competente para receber, aceitar e eventualmente abrir processo. E sobre isso o país já tem um recado claro e repetido: o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, já declarou mais de uma vez que não pretende pautar esse tipo de pedido contra ministros do STF. Ou seja: toda a mobilização tende a terminar onde sempre termina — na gaveta.
Enquanto o circo pega fogo, o caso Banco Master de fato segue sob investigação e já gerou desdobramentos graves, incluindo apurações sobre fraudes e suspeitas de operações financeiras irregulares envolvendo instituições e agentes públicos. Reportagens nacionais apontam que o novo pedido protocolado por senadores cita suposta pressão do ministro ao Banco Central, numa linha que alimenta o discurso político, mas que ainda precisará passar por provas objetivas e validação institucional.
O problema é que, no Brasil de hoje, a política se alimenta da narrativa — não do resultado. A pauta real do país desaparece quando o palco está montado. O debate sobre economia, saúde, educação, infraestrutura, segurança e reformas estruturais perde espaço para o “jogo do dia”, para a disputa de manchetes e para a guerra de versões.
E tudo isso tem custo. Tem custo de deslocamento. Tem custo de estrutura. Tem custo de tempo de plenário. Tem custo de assessores. Tem custo de “missões” que não produzem nada além de vídeo para rede social. É a política transformada em performance, sustentada com dinheiro público.
O eleitor, que deveria ser o verdadeiro protagonista do país, vira apenas espectador — e pagador. E quando tudo termina, ninguém responde pelos gastos, ninguém explica o desperdício, ninguém mede a eficiência. É mais uma semana em Brasília com o país real ficando em segundo plano.
O Brasil não precisa de mais “circos”. Precisa de mais responsabilidade. E a primeira responsabilidade de um parlamentar deveria ser esta: não usar o mandato como palanque permanente para pautas que não avançam e só produzem barulho.
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