Por que Santa Catarina dá certo?

Não é propaganda, nem ufanismo. São dados, indicadores e resultados que colocam Santa Catarina fora da curva nacional

Imagem gerada por IA

Santa Catarina costuma aparecer com frequência nos primeiros lugares de rankings nacionais, mas nem sempre se explica com clareza o motivo. O estado não é o maior do país, não concentra o poder político em Brasília, não tem as maiores riquezas naturais e tampouco recebe tratamento diferenciado da União. Ainda assim, funciona melhor do que a média brasileira em áreas essenciais.

Na segurança pública, os números são consistentes há anos. Santa Catarina registra algumas das menores taxas de homicídios do Brasil, com cidades médias e grandes onde a violência urbana é significativamente inferior à média nacional. Isso não acontece por acaso. Há integração entre forças policiais, investimentos contínuos, uso de tecnologia e uma cultura institucional que prioriza prevenção, inteligência e resposta rápida.

No mercado de trabalho, o estado mantém historicamente uma das menores taxas de desemprego do país. A economia é diversificada, com forte presença da indústria, do agronegócio, do comércio, da tecnologia e do turismo. Não existe dependência excessiva de um único setor, o que reduz impactos em momentos de crise. Pequenas e médias empresas formam a espinha dorsal da economia catarinense, gerando empregos e renda de forma descentralizada.

Na educação, os indicadores também se destacam. Santa Catarina apresenta desempenho acima da média nacional em avaliações de ensino básico, menor taxa de evasão escolar e forte presença de instituições técnicas e comunitárias que dialogam diretamente com o mercado de trabalho. A formação profissional é tratada como política de desenvolvimento, não apenas como gasto público.

A gestão pública é outro ponto-chave. Municípios catarinenses, em sua maioria, mantêm contas equilibradas, menor dependência de repasses federais e maior capacidade de investimento local. Há uma cultura administrativa mais pragmática, com foco em resultados, planejamento e continuidade de políticas públicas, independentemente de mudanças políticas pontuais.

Nada disso significa que Santa Catarina seja perfeita. Existem problemas, desigualdades regionais e desafios estruturais. Mas a diferença central está no modelo. O estado construiu uma lógica de desenvolvimento baseada em trabalho, empreendedorismo, organização social e responsabilidade fiscal. Menos discurso, mais execução.

Quando se observa o conjunto — segurança, emprego, educação e gestão — fica claro que Santa Catarina não funciona melhor por acaso. Funciona porque fez escolhas diferentes ao longo do tempo. E os dados mostram isso. Não é propaganda. É realidade mensurável.


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