Quem decide o futuro do Brasil é você
Por Derly Massaud de Anunciação, Editor do portal.
Democracia não é torcida: é escolha. E toda escolha tem consequência — para você, para sua família e para as próximas gerações.

Em uma democracia verdadeira, o protagonista é o povo. Não é o partido, não é o líder carismático, não é a máquina pública. É o cidadão comum, que exerce sua vontade pelo voto e, com isso, define os rumos do país. A eleição não é apenas um evento: é uma decisão coletiva que molda o futuro por anos — e, muitas vezes, por décadas.
É por isso que o eleitor precisa ir além do discurso bonito. Promessas cabem em qualquer palanque. O que separa a retórica da realidade é o histórico. Antes de escolher, vale olhar para trás e fazer perguntas simples, mas decisivas: o candidato cumpriu o que prometeu antes? Como ele se comportou quando teve poder real? Ele foi coerente ou mudou de lado conforme a conveniência? O que ele defende quando as câmeras estão desligadas?
Outro ponto que muitos ignoram — e que diz muito sobre o que virá — é a rede de alianças. A política não é um trabalho solitário. Governar exige maioria, base, apoios, acordos. Por isso, os “parceiros preferidos” de um candidato são uma pista do tipo de governo que ele pretende construir. Diga-me com quem andas e eu te direi para onde vais.
E aqui entra um alerta essencial: cuidado com as narrativas. A disputa política moderna não é feita só de propostas; é feita de enredos. Muitas vezes, o eleitor é conduzido por slogans que parecem virtuosos, mas escondem efeitos práticos ruins. Por exemplo: há candidatos que vendem a ideia de um Estado “protetor”, mas, na prática, trabalham por um Estado maior — mais caro, mais inchado, mais lento e com menos eficiência. Estado grande não é sinônimo de Estado bom. O que o cidadão precisa é de Estado melhor: que entregue serviço, segurança, saúde, educação e infraestrutura com seriedade e respeito ao dinheiro público.
Outro exemplo: há quem se autoproclame defensor da democracia, mas queira controlar o debate público, atacar a liberdade de expressão e tratar redes sociais como ameaça por conveniência política. Democracia não combina com tutela do pensamento. Quem relativiza a liberdade quando lhe convém, amanhã relativiza outros direitos com a mesma facilidade.
Também é preciso enxergar o que está por trás de certas “bondades”. Programas sociais são necessários em situações de vulnerabilidade, mas não podem virar projeto de poder permanente. Quando o foco sai da criação de oportunidades e entra na lógica de manter dependência, o resultado é previsível: mais pessoas presas ao mínimo para sobreviver e menos gente capaz de crescer com autonomia. O objetivo de qualquer política pública saudável deveria ser abrir portas, não manter o cidadão no corredor.
E há ainda o tema da segurança. Muita gente promete firmeza, mas adota medidas que desarmam o cidadão comum enquanto o crime continua armado e organizado. Segurança pública se faz com inteligência, presença do Estado, punição proporcional, controle de fronteiras e valorização das forças policiais — e não com discurso fácil que não enfrenta o problema real.
A escolha está nas suas mãos. O voto é uma ferramenta poderosa demais para ser usado no impulso, no ódio ou na idolatria. Ele exige lucidez. Exige que o eleitor compare promessas com resultados, palavras com atitudes, discurso com coerência. Porque, no fim, a democracia não entrega milagres: ela entrega consequências. E o país que teremos amanhã é a soma das escolhas feitas hoje.
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