ROMBO nas contas federais: déficit passa de R$ 20 bilhões em novembro e acende alerta para 2026

Dados do Tesouro mostram resultado negativo no mês; no acumulado do ano até novembro, o buraco segue alto — e a conta inevitavelmente volta para juros, crédito e bolso do contribuinte.

Imagem gerada por IA

O sinal amarelo virou vermelho nas contas do governo federal. O Tesouro Nacional informou que, em novembro, o resultado do Governo Central — que reúne Tesouro, Previdência Social e Banco Central — fechou com déficit de R$ 20,2 bilhões.

No acumulado de janeiro a novembro, o saldo negativo também é expressivo: R$ 83,8 bilhões. Em português direto: o governo gastou mais do que arrecadou, e essa diferença precisa ser coberta com mais dívida, mais custo financeiro e, no fim da linha, mais pressão sobre a economia real.

O problema não é apenas contábil — ele tem efeito prático. Quando o déficit persiste, o mercado exige juros mais altos para financiar o Estado. Juros altos encarecem o crédito, travam investimento, apertam consumo e pressionam empresas e famílias. E, quando o ajuste não vem por eficiência, costuma vir por caminhos já conhecidos: aumento de impostos, corte de investimentos ou empurrar despesas para frente, criando um ciclo de improvisos que se repete no Brasil.

O dado de novembro também reforça uma discussão inevitável: prioridades. Em um país com carências evidentes em saúde, educação, infraestrutura e segurança, o debate fiscal não pode ser tratado como guerra de narrativas. Precisa ser tratado como o que é: uma escolha coletiva que define se o Brasil vai construir um futuro de crescimento e previsibilidade — ou continuar administrando crises com remendos.

A pergunta “para onde estamos indo?” não é retórica. Ela é um chamado para que o orçamento deixe de ser palco de disputas e vire instrumento de solução. Porque rombo não some por decreto: ele só muda de lugar — e quase sempre cai no mesmo colo, o do contribuinte.

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