Santa Catarina vira potência portuária do Brasil e mira 8 portos até 2030 com bilhões em investimentos
Com seis portos estratégicos — públicos e privados — SC já responde por uma fatia relevante da movimentação nacional, acelera obras como a dragagem da Baía da Babitonga e se consolida como o grande “hub logístico” do Sul do país.

Santa Catarina tem uma vantagem estrutural que poucos estados brasileiros conseguem igualar: uma rede portuária completa, diversificada e altamente integrada com a indústria, o agronegócio e o comércio exterior. Com seis portos — Itajaí, São Francisco do Sul, Imbituba, Itapoá, Portonave (Navegantes) e Teporti — o estado se consolidou como um dos maiores corredores logísticos do Brasil e já trabalha para chegar a oito portos nos próximos anos, impulsionado por investimentos bilionários em expansão e modernização.
Esse protagonismo não é apenas geográfico — é econômico e estratégico. O sistema portuário catarinense ganhou relevância nacional pela força na movimentação de contêineres, cargas gerais e granéis, servindo como porta de saída para produtos catarinenses e também de outros estados. O próprio Ministério de Portos e Aeroportos reconhece que os terminais de Santa Catarina movimentam parte expressiva da operação brasileira, especialmente em contêineres, e destaca o estado como um novo polo (“hub”) do setor portuário.
Um dado que ajuda a dimensionar esse peso: entre janeiro e julho de 2025, os seis terminais catarinenses movimentaram 16,8 milhões de toneladas, com liderança do Porto de São Francisco do Sul (10,5 milhões), seguido por Imbituba (4,2 milhões) e Itajaí (2,1 milhões). Isso representa fluxo intenso e constante, com reflexo direto em empregos, arrecadação, competitividade industrial e geração de renda em toda a cadeia logística.
O avanço não vem apenas do volume, mas também do investimento contínuo. Em setembro de 2025, um pacote de obras e autorizações anunciado no estado somou R$ 436,6 milhões, reforçando a intenção de ampliar operações e preparar o sistema para embarcações maiores e mais eficientes, reduzindo gargalos e fortalecendo a infraestrutura portuária local.
Entre as obras mais decisivas está a dragagem da Baía da Babitonga, onde ficam os portos de São Francisco do Sul e Itapoá. O investimento passa de R$ 300 milhões e tem prazo de execução estimado em dez meses, permitindo maior profundidade e segurança para receber navios de maior porte — o que, na prática, significa mais carga por viagem, menor custo logístico e aumento da competitividade brasileira nos mercados internacionais.
Além disso, o Porto de Imbituba terá reforço estrutural no molhe, com R$ 87 milhões, e também obras viárias e de acesso rodoviário norte e sul, demonstrando que o planejamento vai além do cais: ele envolve a logística completa, do caminhão ao navio, e do navio ao mercado consumidor.
Outro fator que diferencia Santa Catarina é a combinação de portos públicos e privados com perfis complementares. Enquanto alguns terminais são voltados a contêineres e grandes rotas internacionais, outros atendem cargas específicas, apoio pesqueiro e operações regionais. Isso cria uma rede mais resiliente, capaz de absorver variações do mercado e distribuir o fluxo logístico com eficiência.
Quando se fala que o estado deve chegar a oito portos até 2030, a mensagem é clara: Santa Catarina está consolidando uma posição de liderança nacional na infraestrutura portuária e, ao mesmo tempo, criando um ambiente para atrair novas indústrias, ampliar exportações, gerar empregos e acelerar investimentos privados.
É um modelo que dá resultado e que coloca SC em um patamar diferenciado. Portos modernos não são apenas infraestrutura — são soberania econômica, competitividade industrial e desenvolvimento real. E nesse mapa logístico do Brasil, Santa Catarina está deixando de ser apenas um estado forte para ser, de forma definitiva, uma das principais portas do país para o mundo.
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