UM VOTO POR COERÊNCIA E REPRESENTAÇÃO

Ernesto São Thiago, advogado

Resolvi escrever este artigo para expor alguns estratagemas do sistema e desfazer narrativas que vêm sendo repetidas de forma acrítica nos últimos meses. Nesse contexto, declaro minha intenção de voto em Carlos Bolsonaro, hoje pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, com base em critérios simples e objetivos: coerência política, capacidade de enfrentamento e efetiva representação.

Carlos Bolsonaro foi um dos principais responsáveis pela estratégia de comunicação que levou Jair Bolsonaro à Presidência da República em 2018 e sustentou o governo em um ambiente permanentemente hostil. Enquanto o sistema político ainda operava por meio de marqueteiros, editoriais e acordos de bastidores, ele compreendeu que a disputa havia migrado para a comunicação direta, para as redes sociais e para a mobilização contínua da base. Essa leitura mudou o jogo político no país.

Tentou-se desqualificar esse êxito por meio da narrativa do “gabinete do ódio”. O rótulo foi explorado politicamente, repetido à exaustão e transformado em slogan. Não produziu denúncia consistente, não resultou em ação penal, não levou a condenação alguma. Na Polícia Federal, a história não se confirmou. O que permaneceu foi o uso retórico de um espantalho para evitar o debate político real.

Também não corresponde à realidade a afirmação de que sua atuação parlamentar teria sido irrelevante. Carlos apresentou projetos, emendas e requerimentos, participou de comissões, ocupou a tribuna com frequência e exerceu fiscalização constante sobre o Executivo municipal. Seu mandato foi ativo, combativo e politicamente consistente, ainda que desconfortável para interesses estabelecidos.

Nos últimos meses, especialmente em Santa Catarina, parte da imprensa passou a tratá-lo de forma abertamente hostil. Ainda assim, as pesquisas de intenção de voto indicam um cenário distinto. Carlos Bolsonaro aparece de forma recorrente entre os nomes mais competitivos na disputa ao Senado, frequentemente como o segundo melhor posicionado. O descompasso entre a narrativa midiática e a percepção do eleitor é evidente.

O Senado exige independência, firmeza e disposição para confronto institucional. Não é espaço para figuras moldadas por conveniência, publicidade estatal ou arranjos de autoproteção. Carlos Bolsonaro construiu base própria, mantém coerência entre discurso e prática e não depende do sistema político-midiático para existir.

Em um Estado onde se multiplicam alianças defensivas e reciclagem de nomes, sua pré-candidatura representa contraste claro. É por essas razões que declaro minha intenção de voto em Carlos Bolsonaro.

Sobre o autor

Compartilhar em: