Vini Jr decide com golaço, mas volta a ser vítima de racismo em Benfica x Real Madrid
Craque brasileiro brilha em campo e marca o gol da vitória, mas episódio lamentável de discriminação volta a manchar o espetáculo do futebol europeu.

O jogo entre Benfica e Real Madrid, realizado ontem, tinha todos os ingredientes de uma grande partida europeia. E teve. Intensidade, técnica, duelo tático — e, mais uma vez, o protagonismo de Vinicius Jr.
O atacante brasileiro foi decisivo. Marcou um golaço, daqueles que misturam explosão, habilidade e frieza. Recebeu pela esquerda, partiu para cima da marcação, deixou o defensor para trás e finalizou com categoria, sem chances para o goleiro. Um lance que resume o que ele se tornou: um dos jogadores mais desequilibrantes do futebol mundial.
Vini foi ativo o tempo inteiro. Buscou jogo, sofreu faltas, pressionou a defesa adversária e mostrou personalidade em um ambiente hostil. Tecnicamente, entregou tudo o que se espera de um camisa 7 do Real Madrid.
Mas, novamente, o espetáculo foi manchado por algo inaceitável.
Durante a partida, o brasileiro voltou a ser alvo de atos racistas vindos das arquibancadas, conforme registrado por imagens e relatos no estádio. Cânticos e gestos ofensivos interromperam o foco do jogo e exigiram posicionamento da arbitragem e das autoridades presentes.
É inadmissível que, em 2026, um dos maiores talentos do futebol mundial ainda precise conviver com esse tipo de agressão. O racismo não é provocação. Não é “parte do jogo”. É crime. É violência. É desumanização.
Vinicius Jr não representa apenas o Real Madrid. Representa uma geração de atletas negros que enfrentam, além da pressão esportiva, a necessidade constante de resistir ao preconceito. E tem feito isso com coragem, posicionamento firme e desempenho dentro de campo.
O futebol europeu precisa deixar de tratar episódios assim como eventos isolados. Não são. São recorrentes. E a recorrência mostra falha estrutural. Multas simbólicas e notas protocolares já não bastam. É preciso punição exemplar, identificação dos responsáveis e responsabilização efetiva dos clubes quando houver omissão.
Enquanto isso, Vini segue respondendo da maneira mais forte possível: jogando bola. Brilhando. Decidindo. Mas não deveria precisar provar nada além do seu talento.
O racismo precisa acabar. No futebol e fora dele.
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