Viradouro é a grande campeã do Carnaval do Rio após desfile impecável; Beija-Flor e Vila Isabel fecham o Top 3
Com evolução perfeita e samba forte na Avenida, escola de Niterói conquista o título; Beija-Flor e Vila Isabel completam o pódio, enquanto Acadêmicos de Niterói amarga a última colocação e o rebaixamento.

A Unidos do Viradouro é a grande campeã do Carnaval do Rio de Janeiro. Com um desfile tecnicamente irretocável, visualmente impactante e com forte conexão entre comunidade e Avenida, a escola de Niterói confirmou o favoritismo e conquistou o título após uma apuração marcada por notas altas e pouca margem para erros.
Do primeiro ao último setor, a Viradouro apresentou um conjunto coeso. A comissão de frente arrancou aplausos pela criatividade e sincronismo, o casal de mestre-sala e porta-bandeira foi seguro e elegante, e a bateria manteve regularidade e potência, sustentando um samba-enredo que ecoou forte na Sapucaí. As alegorias impressionaram pelo acabamento e pela imponência, enquanto as fantasias mostraram riqueza de detalhes e unidade estética.
O resultado coroou um trabalho planejado nos mínimos detalhes, com leitura clara do enredo e evolução consistente ao longo do desfile. A comunidade cantou do início ao fim, reforçando um dos principais critérios de avaliação: harmonia.
Na segunda colocação ficou a Beija-Flor, que levou para a Avenida um desfile grandioso, com forte identidade visual e impacto plástico. A escola de Nilópolis apresentou alegorias monumentais e um samba que ganhou força na reta final da apresentação. A diferença para a campeã esteve em detalhes técnicos que pesaram nas notas dos jurados.
Fechando o Top 3, a Vila Isabel também fez um desfile competitivo. Com criatividade estética e bom desempenho dos quesitos técnicos, a azul e branca mostrou organização e energia. A bateria foi um dos destaques, mantendo cadência firme e empolgando o público nas arquibancadas.

Se na parte de cima da tabela houve celebração, na parte inferior o clima foi de frustração. A grande decepção ficou por conta da Acadêmicos de Niterói. A escola levou para a Avenida um samba-enredo em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas enfrentou dificuldades ao longo do desfile.
Problemas de evolução, falhas em acabamento de fantasias e alegorias, além de oscilações na harmonia, comprometeram o desempenho geral. A apresentação não conseguiu manter a fluidez esperada, e as notas refletiram os erros acumulados. Ao fim da apuração, a escola terminou na última colocação e acabou rebaixada para a Série Ouro.
O resultado reforça o quanto o Carnaval do Rio é decidido nos detalhes. Mais do que grandes temas ou propostas ousadas, a execução precisa ser impecável. Na Sapucaí, cada décimo faz diferença — e cada falha pode custar caro.
Com o título, a Viradouro consolida seu momento de força no Grupo Especial e reafirma a potência das escolas de Niterói no cenário carioca. A Beija-Flor e a Vila Isabel saem fortalecidas, enquanto a Acadêmicos de Niterói terá um ano de reconstrução pela frente.
A Sapucaí, mais uma vez, mostrou que é palco de espetáculo, emoção e também de rigor técnico. E em 2026, quem fez tudo certo foi a Viradouro.
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