IBGE: Florianópolis tem mais nascimentos que mortes e alta rotatividade conjugal em 2024
Com 12,6 nascimentos e 5,8 óbitos por mil habitantes, capital catarinense mantém crescimento demográfico; taxas de casamentos e divórcios acompanham tendência nacional de menos uniões formais e mais separações.

O IBGE divulgou as Estatísticas do Registro Civil 2024, com dados de nascimentos, casamentos, divórcios e óbitos em todas as cidades brasileiras. Em Florianópolis, os indicadores por mil habitantes ficaram assim:
- Nascidos vivos: 12,6
- Óbitos: 5,8
- Casamentos: 4,5
- Divórcios: 2,1
O primeiro reflexo desse conjunto de números é claro: a capital catarinense registra bem mais nascimentos do que mortes, o que garante crescimento vegetativo positivo (ou seja, a população cresce mesmo sem considerar migração). A diferença entre 12,6 nascimentos e 5,8 óbitos por mil habitantes indica uma cidade ainda relativamente jovem, com boa renovação de gerações e, em geral, melhores condições de saúde e expectativa de vida que a média nacional.
Pelos dados consolidados mais recentes do IBGE para o Brasil, em 2023 o país registrou cerca de 2,52 milhões de nascimentos e 1,43 milhão de óbitos, o que representa algo em torno de 12,4 nascimentos e 7 óbitos por mil habitantes. Ou seja:
- Florianópolis tem taxa de natalidade muito próxima da média brasileira,
- mas uma taxa de mortalidade menor que a do país como um todo, reforçando o perfil de cidade com população mais jovem e melhor acesso a serviços de saúde.
No campo das uniões e separações, os números indicam uma alta rotatividade conjugal. Com 4,5 casamentos e 2,1 divórcios por mil habitantes, praticamente um divórcio para cada dois casamentos, Florianópolis segue a tendência nacional de menos casamentos formais e mais separações. Em 2023, o IBGE registrou 940,8 mil casamentos e 440,8 mil divórcios no Brasil; para cada 100 casamentos entre pessoas de sexos diferentes, houve cerca de 47,4 divórcios, e a taxa geral de divórcios foi de 2,8 por mil pessoas com 20 anos ou mais.
Em 2024, os dados preliminares apontam leve aumento dos casamentos e queda dos divórcios no país, segundo o IBGE, mas ainda em patamar inferior ao período pré-pandemia. Em Florianópolis, a combinação de 4,5 casamentos por mil e 2,1 divórcios por mil reforça o quadro de grandes centros urbanos:
- casamentos em idade mais avançada,
- maior peso da independência econômica das mulheres nas decisões,
- e menor tabu social em relação ao divórcio, que passa a ser entendido como reorganização da vida, não como fracasso definitivo.
Outro ponto importante é que, com natalidade positiva, mortalidade relativamente baixa e forte atração migratória, a capital catarinense tende a manter um crescimento demográfico sustentado, o que pressiona políticas públicas de mobilidade urbana, moradia, saúde, educação e planejamento urbano. Os dados do IBGE funcionam, portanto, como um alerta para o poder público: mais do que números frios, são um retrato de uma cidade que cresce, rejuvenesce e muda rapidamente sua estrutura familiar.
Para o cidadão, o quadro mostra uma Florianópolis:
- que continua atraindo gente,
- em que as famílias estão menores e mais diversas,
- e onde o conceito de casamento e separação acompanha a dinâmica das grandes capitais brasileiras.
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