Troca-troca de técnicos já virou rotina: com Brasileirão ainda no começo, 4 demissões escancaram a falta de planejamento

A temporada 2026 mal engrenou e quatro clubes da Série A já trocaram comando: Sampaoli no Atlético-MG, Diniz no Vasco, Osorio no Remo e Filipe Luís no Flamengo — um retrato do imediatismo que custa caro e amplia a distância para o futebol europeu

Este portal já abordou o assunto, mas os fatos insistem em se repetir: a falta de estabilidade na condução do futebol brasileiro. Cada clube tem suas circunstâncias, claro. Porém, quando o campeonato nacional ainda está no começo e já vemos quatro demissões na elite, é impossível não perguntar: qual é, afinal, o planejamento dos nossos clubes?

Jorge Sampaoli caiu no Atlético-MG após sequência irregular e pressão por resultados. Fernando Diniz deixou o Vasco depois de derrota em clássico e eliminação no Carioca. Juan Carlos Osório foi demitido pelo Remo após a derrota para o Paysandu no Parazão, numa passagem curta e turbulenta. E no Flamengo, a decisão chocou: Filipe Luís foi desligado mesmo em meio a calendário pesado e cobrança por performance, confirmando como o “banco” segue sendo o primeiro a pagar a conta.

Os dirigentes precisam entender, no mínimo, duas coisas.

Primeiro: romper contrato custa dinheiro — e dinheiro é justamente o que muitos clubes brasileiros dizem não ter. Multas, comissões, novas contratações e “recomeços” viram um ralo que sangra o caixa e empurra dívidas para a frente.

Segundo: futebol competitivo não se constrói no curto prazo. A Europa abriu distância financeira e técnica há anos, e esse pensamento de urgência permanente só amplia o abismo. O que ainda nos salva é o talento do jogador brasileiro — mesmo assim, os melhores saem cada vez mais cedo para Europa e, agora, também para mercados asiáticos e do Oriente Médio.

O resultado é um ciclo vicioso: pouco tempo, muita pressão, troca rápida, mais gasto, menos projeto e, no fim, menos futebol. E aí não é só o treinador que perde — é o futebol brasileiro que continua ficando para trás.

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