A dívida encostou em 79% do PIB. E a conta pode subir
Dado oficial do Banco Central mostra a DBGG em 79,0% em novembro; projeções do Tesouro indicam avanço para perto de 82% até 2026, cenário que mantém pressão sobre juros e crescimento
A dívida pública brasileira voltou ao centro do debate — e não por acaso. O dado mais recente disponível do Banco Central aponta que a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG), um dos principais termômetros de solvência fiscal do país, fechou novembro em 79,0% do PIB.

Na prática, esse percentual não é um número “de planilha”: ele sinaliza o tamanho da conta que o Estado carrega e precisa rolar continuamente no mercado. Quanto maior a dívida em relação ao PIB, maior costuma ser a sensibilidade do país a choques — e maior também a exigência de credibilidade fiscal para que o custo de financiamento não exploda.
O problema é que o horizonte não aponta alívio automático. Projeções citadas no noticiário econômico indicam que, em 2026, a DBGG pode chegar a 81,7% do PIB, segundo estimativas do Tesouro presentes em relatórios de projeções fiscais. Ou seja: mesmo com variações mensais, a tendência projetada segue de alta — e isso tem consequências diretas.
A primeira delas é a mais óbvia: juros. Não é só “a Selic porque o Banco Central quer”. O mercado precifica risco. Se a dívida cresce e o resultado fiscal não entrega estabilidade consistente, aumenta o prêmio exigido para comprar títulos públicos. Com isso, o Brasil fica preso num ciclo conhecido: dívida elevada → custo maior para se financiar → mais gasto com juros → menos espaço no orçamento para investimento e serviços.
A segunda consequência é política e social: com orçamento comprimido, cresce a tentação de “fazer caixa” no caminho mais curto — elevando impostos, criando contribuições, empurrando despesas para frente ou apelando para medidas que resolvem o mês, mas pioram o ano. Só que o país já sabe onde isso termina: atividade mais fraca, emprego mais sensível e uma economia travada justamente quando precisa acelerar.
O ponto central é que não existe truque: dívida cai quando o país cresce com estabilidade e quando o governo consegue manter um resultado fiscal capaz de segurar a trajetória no médio prazo. O Brasil pode até conviver com uma dívida grande — vários países convivem —, mas o preço disso é ter regra clara, previsibilidade e credibilidade. Sem isso, a conta vira um peso permanente no bolso de todo mundo.
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