A tragédia anunciada

Quem acompanha mais de perto a trajetória do clube, não se surpreendeu com a tragédia de 2026, que derrubou o Figueirense para a série B do Campeonato Catarinense. A surpresa é o time não ter sido, ainda, rebaixado para Série D nacional, apesar dos constantes flertes com este descenso.
O centenário clube, de tantas glórias no futebol catarinense e com uma reconhecida ascensão administrativa e técnica em nível nacional na década de 2000, atingiu em 2026 seu pior momento nesses dois segmentos da sua (des) organização.
De um clube que disputou 17 vezes a Série A nacional, sendo sete anos seguidos (2002 a 2008); chegou ao sétimo lugar na maior competição do futebol brasileiro em duas oportunidades (2006 e 2011), foi vice-campeão da Copa do Brasil (2007), teve jogadores em nível de seleção brasileira e revelou valores que ocuparam lugar de estaque em grandes clubes do futebol mundial como Filipe Luís, Felipe Santana e Roberto Firmino e uma dezena deles nos grandes clubes brasileiros, o Figueirense hoje está rebaixado para a segunda divisão catarinense, em situação pré-falimentar e com um futuro que não aponta para a recuperação.
É possível que a já anunciada tragédia concretizada hoje na derrota em casa para o Carlos Renaux, por 4 x 2, tenha alcançado um escuso objetivo pregado por muitos. É o tradicional “quanto pior, melhor” apontando para interesses que passam muito distante da real história do clube e do sonho da sua imensa e tradicional torcida.
Como toda tragédia exige urgentes medidas de recuperação, é esperar pela anunciada reunião do Conselho Deliberativo do clube, prevista para o dia 9 do corrente e que as decisões desse colegiado apontem o caminho para uma rápida e definitiva recuperação, exterminando do estádio Orlando Scarpelli os que envergonharam a história alvinegra.
Se é verdade que “a perversidade tem prazo de validade, que a que está sendo aplicada no Figueirense tenha chegado ao seu fim”.
O descenso não pode e não vai representar o fim, como não apontou esse caminho para outros grandes clubes catarinenses e brasileiros, mas que ele sirva para corrigir rumos e apontar novos e vitoriosos tempos.
Que assim seja.
TAÇA ACESC

Vida que segue no futebol e o sábado já nos reserva uma importante partida. Criciúma e Camboriú jogam a partir das 18 horas no estádio Heriberto Hülse (Criciúma) na decisão da Taça ACESC 70 anos. O jogo, cuja importância está sendo medida não apenas pela glória do título, mas por conceder ao campeão uma vaga catarinense na Copa do Brasil de 2027, tem um componente muito forte. O “nômade” Camboriú, venceu o primeiro jogo por 1 a 0, no seu lar alugado, o estádio Orlando Scarpelli e tem a vantagem do empate. Depois de tirar da competição outro grande do futebol catarinense, o Avaí, o Camboriú quer repetir o feito em Criciúma, mesmo que a missão pareça bem mais árdua.
A grande final
No domingo (8) às 18 horas, será a vez da maior decisão do futebol catarinense. O Barra, o clube que mais cresceu em Santa Catarina nos últimos cinco anos, vai decidir o campeonato estadual em Chapecó, enfrentando a Chapecoense, nossa representante na Série A nacional. No primeiro jogo a vitória de 3 a 1, na Arena Barra, deixou o time de Balneário Camboriú com uma larga vantagem, mas não o suficiente para considerar como uma antecipação de título. A Chapecoense, com sua reconhecida força é um obstáculo extremamente grande e forte a ser transposto.
Uma partida que, certamente, vai lotar a Arena Condá e premiar os dois melhores clubes do atual campeonato.
