Cartão Corporativo da Presidência: números oficiais mostram aumento relevante na média mensal de gastos
Portal esclarece diferença entre cartão corporativo do governo e da Presidência e apresenta dados oficiais: Bolsonaro gastou R$ 27,6 milhões em 48 meses; Lula soma R$ 55,5 milhões em 28 meses — alta nominal de 244,69% na média mensal.

Este portal defende de forma veemente a publicação de informações verdadeiras, com base em dados oficiais, sem induzir o leitor a formar opinião a partir de recortes confusos ou narrativas parciais. Por isso, é fundamental esclarecer um ponto que vem sendo misturado no debate público: existe o Cartão Corporativo do Governo Federal (CPGF) e existe o Cartão Corporativo da Presidência da República. São naturezas e escopos distintos.
Nesta matéria, tratamos exclusivamente dos gastos com o Cartão Corporativo da Presidência, com base em dados oficiais divulgados pelo próprio governo.
No mandato do ex-presidente Jair Bolsonaro, entre janeiro de 2019 e dezembro de 2022 (48 meses), os gastos totais somaram R$ 27,6 milhões, o que representa uma média mensal de aproximadamente R$ 575 mil.
Já no atual mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, considerando os dados disponíveis de janeiro de 2023 até abril de 2025 (28 meses), os gastos totais registrados são de R$ 55,5 milhões, o que equivale a uma média mensal de aproximadamente R$ 1.982.000.
Comparando as médias mensais, observa-se um aumento nominal de 244,69% entre um período e outro. É importante registrar que os valores aqui apresentados são nominais, ou seja, não estão corrigidos pela inflação do período.
Algumas ponderações são necessárias para contextualizar os números. O Cartão Corporativo da Presidência cobre despesas relacionadas à segurança, viagens oficiais, apoio logístico e manutenção da estrutura presidencial. Parte desses gastos pode ter variações conforme agenda internacional, número de deslocamentos, eventos oficiais e reorganização administrativa. Ainda assim, a diferença na média mensal é objetiva e matemática.
A transparência pública exige clareza na distinção entre os diferentes tipos de cartão e no uso correto das bases de dados. Misturar o total do Cartão Corporativo do Governo Federal — que envolve diversos ministérios e órgãos — com o da Presidência pode distorcer o entendimento.
O papel da imprensa responsável é apresentar os números como são. A interpretação cabe ao leitor e ao eleitor. O debate político é legítimo. A manipulação de dados, não.
Esta é a realidade registrada oficialmente. E é sobre fatos que a sociedade deve formar sua opinião.
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