Seminário na Alesc reforça inclusão e combate ao isolamento de pessoas com síndrome de Down

Evento realizado pela Assembleia Legislativa reuniu mais de 400 participantes para discutir inclusão, rede de apoio, autonomia e políticas públicas voltadas às pessoas com síndrome de Down em Santa Catarina.

Foto: Rodrigo Corrêa/Agência ALESC

O seminário promovido na Alesc sobre síndrome de Down cumpriu um papel que vai muito além do simbolismo. Ao reunir mais de 400 participantes, entre especialistas, representantes das Apaes, familiares, ativistas e pessoas com síndrome de Down, o encontro colocou no centro do debate um tema essencial: inclusão de verdade também significa combater o isolamento social e fortalecer a autonomia. O evento foi realizado pela Comissão dos Direitos da Pessoa com Deficiência, com apoio da Escola do Legislativo, e teve como foco a troca de conhecimento, atualização técnica e reflexão sobre inclusão social e escolar.

A abertura contou com a presença de lideranças políticas e institucionais ligadas à causa, entre elas o deputado Dr. Vicente Caropreso, o deputado José Milton Scheffer, representantes da Federação Catarinense de Educação Especial, das Apaes e de associações de síndrome de Down. O encontro reforçou que Santa Catarina avançou na pauta da inclusão, mas ainda convive com lacunas importantes, especialmente na ampliação da rede de apoio e de estruturas que garantam mais independência e dignidade ao longo da vida.

A fala da presidente da Federação Catarinense de Educação Especial, Jeane Rauh Probst Leite, resume bem esse momento. Ao reconhecer avanços no estado, mas apontar a ausência de residências inclusivas, ela deixou claro que inclusão não pode parar no discurso institucional. Ela precisa chegar ao cotidiano, à convivência e à segurança de quem muitas vezes ainda enfrenta barreiras para viver com autonomia. Essa questão dialoga diretamente com o combate à solidão, que muitas vezes nasce justamente da falta de oportunidades, apoio e participação plena na sociedade.

A programação do seminário também foi consistente. Houve mesa-redonda sobre capacitismo, palestras sobre estratégias baseadas em evidências para inclusão escolar, sexualidade e desenvolvimento, dificuldades de aprendizagem e intervenções eficazes, além de apresentações culturais da Apae de Maracajá. O conteúdo reforçou uma visão mais moderna e humana: a pessoa com síndrome de Down não deve ser tratada apenas a partir de limitações, mas como sujeito de direitos, de afeto, de protagonismo e de voz própria.

No fim, o seminário realizado na Alesc ajuda a consolidar uma mensagem importante para Santa Catarina: incluir é abrir espaço, criar suporte, enfrentar o preconceito e impedir que a diferença se transforme em isolamento. E toda política pública séria para pessoas com síndrome de Down precisa começar exatamente por aí.

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