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Um festival de horror marcou a derrota (2 a 1) do Brasil para a França, no amistoso de ontem nos Estados Unidos. Amenizadas, mas não extintas a partir do gol brasileiro, as críticas atingiram especialmente os jogadores e a comissão técnica, tendo como alvo principal o treinador Carlo Ancelotti.

Nada de novidade. O comportamento brasileiro é assim mesmo. Basta medir pela transmissão da televisão, onde o exagerado ufanismo beira ao ridículo, mas se dilui na mesma intensidade se o resultado não for positivo e do interesse comercial.

Na ânsia de justificar suas posições, os críticos, motivadores de expressivo segmento da opinião pública, atacam o fim, sem esclarecer os meios.

É sabido que o futebol brasileiro é um moedor de técnicos e contra eles se descarrega as frustrações de cada momento.

Sintetizo o título da coluna com uma justificativa: Ancelotti chegou ao Brasil em maio do ano passado, sem conhecer sequer a casa onde iria trabalhar. Muito menos o time que teria a responsabilidade de dirigir.

Verdade que na derrota de ontem o italiano perdeu para a França, atuando com um jogador à mais desde os nove minutos do segundo tempo, quando já perdia de um a zero. E na superioridade, tomou o segundo gol.

Mas é preciso – ainda – dar crédito ao treinador que dirigiu a Seleção Brasileira em nove partidas, com cinco vitórias, dois empates e duas derrotas. Restam para Ancelotti três amistosos antes da prova final que será na Copa do Mundo. Dia 31, contra a Croácia, em Orlando (EUA), em 31 de maio, no Maracanã, contra o Panamá na despedida do Brasil e o teste final, já nos Estados unidos, em seis de junho, contra o Egito.

Só depois disso é que a cobrança poderá ser definitiva. Até lá, prefiro usar como justificativa a alertada diferença. O técnico da França, Didier Deschamps está no cargo desde 2012, ganhou a Copa do Mundo de 2018 e foi finalista em 2022.

Na mesma era, a Seleção Brasileira teve oito treinadores: Mano Menezes, Luiz Felipe Scolari, Dunga, Tite, Fernando Diniz, Dorival Júnior e Ramon Menezes (interino) e agora Ancelotti. Acrescento às diferenças que a formação francesa é “vizinha” fácil de observar e praticamente no mesmo padrão de jogo, o Europeu. Já a brasileira, vive uma realidade totalmente oposta.

Acrescente-se os importantes desfalques do jogo de ontem para na observação final avaliar, com mais segurança, o trabalho de Carlo Ancelotti.

Enfim, uma nova SAF.

Depois de muitas discussões, brigas, acusações e prejuízos para os dois lados, enfim surge uma possibilidade de definitiva mudança de SAF. Mas não se alegrem catarinenses que esperam pelas soluções nos seus clubes. A solução está para acontecer no Vasco da Gama onde o empresário Marcos Faria Lamacchia, enteado de Leila Pereira, presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras, está oferecendo mais de R$ 2 bilhões para assumir o clube carioca. Desde a saída da 777, em 2024, a divisão acionária da SAF vascaína está fragmentada em 30% para o clube associativo; 31% é da 777 Partners e 39% estão sob o controle do Vasco por decisão judicial, mas seguem em disputa na arbitragem.

Os problemas da Chape

Não é de agora que a Chapecoense tem enfrentado e superado, problemas de diferentes ordens, para manter a sua vitoriosa trajetória. Volta e meia surgem as chamadas “crises” a maioria técnicas e também de ordem financeira, para suportar a dura carga de estar na elite do futebol brasileiro.

Ontem sofreu mais uma com a saída do experiente e consagrado João Carlos Maringá, um dos principais suportes na administração dos piores momentos e na construção de grandes vitórias. Maringá pediu para sair, não aceitou reconsideração e deixou aberta uma grande lacuna.

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