Florianópolis se despede de Alaor Tissot, liderança que ajudou a moldar o associativismo empresarial em SC
Ex-presidente da FACISC e da ACIF, Alaor Francisco Tissot deixa um legado de articulação, visão estratégica e defesa de pautas estruturantes para o desenvolvimento catarinense; sua trajetória se confunde com a consolidação do associativismo empresarial no estado. A FACISC registra Tissot entre seus ex-presidentes e destaca sua atuação como associativista desde a fundação da entidade, além da presidência da ACIF e da vice-presidência regional da federação.

Florianópolis se despede de um grande líder. A morte de Alaor Francisco Tissot, neste domingo, encerra uma trajetória pública marcada pela capacidade de unir, dialogar e construir. Mais do que um empresário bem-sucedido, Tissot foi um nome que ajudou a dar forma ao associativismo empresarial catarinense e a ampliar o peso institucional das entidades que representam o setor produtivo.
Natural de Curitiba, nascido em 20 de fevereiro de 1939, Alaor Tissot construiu em Santa Catarina a sua história cívica e empresarial. A mudança para Florianópolis, em 1968, foi o início de uma relação profunda com a capital e com o estado. Anos depois, ao ingressar no movimento associativista, transformou participação em missão. A própria FACISC registra sua longa caminhada na entidade, inclusive como presidente e dirigente de destaque.
Na ACIF, Tissot exerceu protagonismo em dois períodos de presidência e ajudou a fortalecer uma cultura institucional baseada em representação, diálogo e defesa de pautas de interesse coletivo. Na FACISC, seu papel foi ainda mais amplo: contribuiu para consolidar a federação como uma das vozes mais relevantes do empresariado catarinense, elevando sua capacidade de articulação e sua influência nas discussões sobre desenvolvimento regional.
Seu legado não se limita a cargos ocupados. Tissot representou um tipo de liderança cada vez mais rara: firme sem ser estridente, influente sem ser personalista, agregadora sem abrir mão de convicções. Ao longo da vida pública, esteve ligado à defesa de temas estruturantes, especialmente aqueles relacionados à infraestrutura, ao ambiente de negócios e ao fortalecimento das entidades empresariais como instrumentos legítimos de construção social.
O reconhecimento a essa trajetória extrapolou o meio empresarial. Em 2007, Santa Catarina lhe concedeu o Título de Cidadão Catarinense, um gesto formal que refletiu a dimensão do seu vínculo com o estado e da sua contribuição à vida pública catarinense.
Alaor Tissot deixa uma marca profunda porque ajudou a construir pontes: entre capital e interior, entre empresários e poder público, entre reivindicação e proposta. Em tempos de ruído e fragmentação, sua história lembra que liderança verdadeira não se mede apenas pelo cargo, mas pela capacidade de deixar instituições mais fortes do que as encontrou.
Florianópolis perde um empresário. Santa Catarina perde um articulador. O associativismo empresarial perde uma de suas referências.
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