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O futebol catarinense passou por momentos nos últimos dias, que, seguramente, devem estar apontando para uma nova era na sua existência.

A começar pela manutenção do Clube Náutico Marcílio Dias na elite; passando pelos desesperados Figueirense e Joinville que foram rebaixados (juntamente com o Carlos Renaux que, apesar da performance na competição era um dos cotados para o descenso), chegando ao Camboriú, de excelente performance no campeonato e na Taça ACESC, onde caiu apenas nas penalidades para o Criciúma até o seu ápice que foi a confirmação do Barra FC, como o grande e merecido campeão estadual de 2026.

Foram momentos distintos, mas marcantes na trajetória de cada um, cujos feitos devem ser absorvidos com a humildade que o momento requer e com a indispensável correção de rumos para o futuro.

Lições absorvidas e feitos conquistados, a página vira para registrar na história de cada um o seu merecimento. Ninguém pode reclamar do destino. Perdeu, se destacou ou venceu, quem fez por merecer.

Nada a reclamar.

A cereja do bolo

Sem dúvida foi a confirmação do Barra FC. Já fiz algumas referências elogiosas sobre o clube de Balneário Camboriú, cuja curta existência com resultados consagradores o definem como o maior vencedor do futebol catarinense nos últimos anos e o apontam para um futuro ainda mais promissor.

O feito contra a Chapecoense, um time de série A nacional e de larga tradição no futebol nacional, consagrou o Barra FC no futebol brasileiro comprovando que a conquista da série D nacional, não foi um mero acontecimento.

As arbitragens

Tanto Bráulio Da Silva Machado, em Criciúma x Camboriú, na decisão da Taça ACESC 70 anos, quanto Ramon Abati Abel, em Chapecoense x Barra, na grande final do Catarinense Fort Atacadista de 2026, tiveram atuações intocáveis. E quando cito os árbitros, estendo a avaliação aos que formaram a equipe de arbitragem desses jogos.

Troféu fair play

No jogo Chapecoense x Barra, houve um lance que merece o troféu far play. Já nos acréscimos, a Chapecoense – que vencia por um a zero – fez o segundo gol, que levaria a decisão para as penalidades. Ramon Abati Abel, provocado pelo VAR, consultou as imagens e anulou o lance. O espanto e as reclamações, normais do momento, foram estancadas pela confissão do autor do gol, o atacante Bolasie (Chapecoense) de que realmente a bola tocara no seu braço.

Um exemplo de uma dignidade ímpar, que faz de Bolasie merecedor do troféu Far play.

Um recomeço apenas

O Conselho Deliberativo do Figueirense tomou uma decisão histórica na sua reunião da segunda-feira (9.03), destituindo a atual SAF, numa votação que não deixou margem para dúvidas: 51 a 21.

Não sem motivos, alguns alarmantes como a falta da publicação de balancetes e o endividamento inexplicável do clube, somados à falta de resultados esportivos nos últimos anos, justiçaram o início de um processo que está apenas começando.

A culpa do atual e vergonhoso momento que atinge o centenário e tradicional clube, não é apenas da SAF. O comando da associação desportiva, ligada historicamente aos destituídos, também tem contas (e muitas) a prestar para seus torcedores.

E para o processo avançar, o destino deveria ser o mesmo.

O que resta no atual momento do Figueirense, é encontrar gestores que possam vencer os tortuosos caminhos que aguardam a caminhada futura do clube.

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