Ibovespa derrete com petróleo acima de US$ 100, guerra no Golfo e temor sobre Ormuz

A escalada da guerra envolvendo EUA, Israel e Irã elevou o preço do petróleo para acima de US$ 100 por barril, pressionou mercados globais e bateu em cheio no Brasil: o Ibovespa caiu 2,55%, aos 179.284 pontos, enquanto o dólar subiu para R$ 5,24

O mercado brasileiro sentiu em cheio o choque geopolítico desta quinta-feira. Com o petróleo disparando em meio ao agravamento do conflito no Oriente Médio, o Ibovespa recuou 2,55% e fechou em 179.284 pontos, perdendo o patamar dos 180 mil. No câmbio, o movimento de busca por proteção levou o dólar à vista a R$ 5,242, alta de 1,62% no dia.

O centro da tensão está no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa uma fatia gigantesca da energia global. Segundo a EIA americana, o fluxo pelo estreito equivale a cerca de 20% do consumo global de líquidos de petróleo. Já a IEA destaca que algo em torno de 25% do comércio marítimo mundial de petróleo transita por essa passagem, o que explica por que qualquer ameaça ou entrave ali tem efeito imediato sobre preços, inflação e percepção de risco no planeta.

Foi exatamente esse temor que empurrou o barril para três dígitos. Reportagens desta quinta-feira registraram que o petróleo voltou a fechar acima de US$ 100, algo que não ocorria havia quase quatro anos, com o mercado precificando risco de interrupção prolongada de oferta e tráfego no Golfo.

No Brasil, o reflexo é direto. Petróleo mais caro pressiona combustível, frete, energia, expectativas de inflação e, por tabela, juros e lucro de empresas mais sensíveis ao consumo doméstico. Foi esse ambiente de aversão ao risco — somado também à inflação brasileira acima do esperado — que pesou sobre a bolsa nesta sessão.

Os próximos dias serão decisivos. Se a guerra avançar e os problemas em Ormuz persistirem, o mercado tende a continuar operando com volatilidade elevada, petróleo caro, dólar pressionado e maior cautela com ativos de risco. Para o Brasil, isso significa atenção redobrada: uma crise internacional de energia costuma chegar rápido à economia real.

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