O pior destino.

Tenho me manifestado com certa frequência sobre a exagerada obsessão de alguns dirigentes de clubes pela tal SAF (Sociedade Anônima do Futebol) como se ela fosse a salvação de todos os problemas do futebol. Na mesma linha, continuo com o meu ponto de vista de que uma SAF mal administrada será pior do que uma razoável diretoria associativa. Afinal estamos no Brasil e isso justifica tudo, ou quase tudo.
Tanto quanto um bom gerenciamento, é preciso estabelecer os caminhos que a tal moderna administração vai percorrer. Trilhar as mesmas mal traçadas e perigosas estradas que ajudaram a “afundar” um clube, não representa uma solução, mas um agravante.
Lembro que alguns clubes catarinenses estão debruçados sobre mirabolantes e “salvadores” projetos, mas precisam buscar no presente, as lições para seus futuros. E não é preciso andar muito para encontrar esta realidade.
Fico com o principal exemplo catarinense, o do Figueirense, – que não é o único – cuja mudança, pelo modelo escolhido e pela má condução do processo, certamente não servirá de espelho para quem deseja o sucesso.
O clube, com uma centenária e vitoriosa história no futebol catarinense e que já foi modelo nacional de administração, está cada dia mais distante de encontrar o que chamamos de “luz no fim do túnel”.
A crise é tão forte que nem o recente afastamento da famigerada administração da SAF, foi capaz de ligar a chave que possibilite enxergar a tal luz que ilumina o universo do futebol.
E quando reafirmo que o problema não é apenas financeiro, mas principalmente administrativo, mais um caso explode no futebol com o temporário afastamento de John Textor, do comando da SAF Botafogo, do Rio de Janeiro.
Tido com a salvação para o clube, o fanfarrão americano conseguiu criar um cenário na SAF carioca, com um endividamento, na casa dos R$ 2,5 bilhões, gerando um estrangulamento de caixa que está comprometendo o pagamento dos salários dos jogadores.
São apenas dois exemplos comprovando que, mesmo com uma SAF, “a mesma rota leva ao pior destino”.
